"Cavalos foram mortos sem necessidade", diz comissão da OAB/AL

Publicado em 11/10/2015, às 17h25
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Redação

Animais foram sacrificados no bairro de Rio Novo (Crédito: OAB/AL)

 Duas éguas desnutridas que circulavam pelas ruas do bairro de Rio Novo, em Maceió, foram sacrificadas neste domingo (11). A suspeita é de que técnicos do Centro de Zoonoses de Maceió (CCZ) tenham ido ao local e praticado a eutanásia nos animais por não ter conseguido novos donos para eles.

De acordo com a presidente da comissão de Meio Ambiente e Bem Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), Cristiane Leite, uma verdadeira força tarefa foi montada desde que a notícia do abandono foi confirmada para que se conseguisse arrecadar alimento e remédios para os animais, além de um local adequado para eles se recuperarem.

"Quando pedimos a ajuda ao CCZ, eles nos informaram que não iriam recolher as éguas por não ter alimento em sua sede", comentou durante entrevista ao TNH1. "Após a campanha, conseguimos todas as condições necessárias para amparar os animais por sete dias e os informamos", acrescentou.

TNH1 tentou contato com o CCZ, mas as ligações não foram atendidas.

Ainda de acordo com Cristiane, foi feito um apelo junto ao Zoonoses, para que a vida dos cavalos fosse poupada. "Falei com a coordenadora, em seguida com o zootecnista de plantão e eles me garantiram que enviaram uma equipe até o local para verificar as condições de saúde das éguas e do potrinho, para só então decidir o que fazer e nos comunicar", disse.

"Esperamos pelo contato da equipe do CCZ, como não aconteceu fomos até o local e lamentavelmente encontramos as duas éguas mortas", relatou a presidente da comissão. "Falamos com o Batalhão Policial Ambiental, que estava no local, e eles nos confirmaram que os animais foram sacrificados pela equipe do Zoonoses", falou.

Moradores do bairro confirmaram que os agentes teriam perguntado aos populares se algum deles gostaria de cuidar dos animais. Apenas o potrinho conseguiu um novo lar. "Não conseguiram alguém para cuidar das éguas, por isso as sacrificaram", acusou Cristiane Leite.

Na próxima semana, a presidente da comissão de Meio Ambiente e Bem Estar Animal da OAB/AL pretende emitir uma nota de repúdio contra o Centro de Zoonoses, acrescentando imagens dos animais, para que comprovar que eles não precisavam de eutanásia. "O CCZ precisa parar de matar animais ao invés de cuidar deles", protestou.


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