CBF conversa com técnico ex-Flamengo para assumir Seleção Brasileira

Publicado em 27/03/2025, às 15h05
Rafael Ribeiro/CBF - Dorival Júnior não deve permanecer no cargo

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Carlo Ancelotti é o preferido, mas a CBF atua em outras frentes para a troca no comando da Seleção. Há conversas também com Jorge Jesus, que surge como plano B mais viável e com possibilidade de resolver o problema da Data Fifa de junho. Na sede da entidade no Rio de Janeiro, corre a informação de que abrir mão da disputa do Mundial de Clubes pelo Al-Hilal não seria um problema para o português.

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Os envolvidos nas conversas estão cientes de que o técnico do Real Madrid é o sonho de consumo de Ednaldo Rodrigues. Por outro lado, há correntes na direção da CBF que defendem o nome de Jorge Jesus, seja pela viabilidade de uma negociação menos arrastada seja por já conhecer as estruturas futebolísticas e culturais do Brasil.

Jorge Jesus tem contrato com o Al-Hilal até o fim do Mundial de Clubes com multa regressiva, e a liberação deveria ser ajustada com os sauditas. A pré-disposição para negociar e antecipar o fim do vínculo, no entanto, soa bem na CBF, que vê o português como alternativa caso a condução com Carlo Ancelotti se assemelhe ao que aconteceu dois anos atrás.

O Campeonato Saudita acaba no dia 26 de maio, mas o Al-Hilal pode chegar à última rodada já sem chances de título, o que facilitaria a liberação antecipada. No momento, a equipe ocupa o segundo lugar, com quatro pontos a menos do que o líder Al-Ittihad. Outro compromisso é a Champions da Ásia, que termina em 3 de maio. Os próximos compromissos da Seleção são nos dias 5 e 10 de junho, contra Equador e Paraguai.

Em janeiro, o principal nome da Seleção na última década, Neymar, deixou o Al-Hilal insatisfeito com Jorge Jesus. Mas a relação entre jogador e treinador não é um tema citado nas conversas com a CBF até o momento.

- Obviamente que fiquei muito chateado com as palavras do Jorge Jesus quando ele falou que eu não estava nas mesmas condições da equipe - disse Neymar em fevereiro.

É sabido na CBF que Ancelotti não entrará em conflito com o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, o que indica uma negociação arrastada até o fim do Mundial de Clubes para somente a partir do fim de julho o italiano se posicionar publicamente sobre o tema.

Internamente, porém, o treinador repete comportamento similar ao da primeira negociação, ao revelar para pessoas próximas que aceitaria o convite da Seleção, desde que a CBF o espere até julho.

Ancelotti tem contrato com o Real até meados de 2026, mas existe boa chance de saída depois do Mundial, independentemente do convite da CBF.

Em meio a toda essa movimentação, Dorival Júnior e Rodrigo Caetano vão se reunir com Ednaldo Rodrigues na sexta-feira, na sede da CBF, para avaliar o trabalho e definir o futuro.

Uma demissão imediata aumenta o senso de urgência para a contratação do substituto, cenário que pesaria a favor de Jorge Jesus. Caso o trabalho atual ganhe sobrevida e a corda seja esticada até os jogos com Equador e Paraguai, a CBF se permitirá insistir e ter mais paciência por Ancelotti.

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