Chega a 70 o número de mortos pelas chuvas em Minas Gerais

Publicado em 28/02/2026, às 19h47
- Reprodução/Itatiaia

CNN Brasil

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A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que chegou a 70 o número de mortos pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Mineira, desde a noite da última segunda-feira (23).

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Neste sábado (28), o corpo de um homem de 48 anos foi recebido no Posto Médico-Legal de Juiz de Fora. Ele constava como desaparecido no bairro de Linhares. Por isso, Juiz de Fora agora registra 64 óbitos, enquanto Ubá registra seis. Todos os corpos já foram identificados.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, três pessoas ainda estão desaparecidas: uma em Juiz de Fora e duas em Ubá. Não houve registro de mortes ou desaparecidos em Matias Barbosa, outro município da região prejudicado pelas tempestades.

O Coronel Joselito do 3º Comando Operacional de Bombeiros informou, na tarde deste sábado (28), que as buscas continuam por um menino de 9 anos, no último ponto de ocorrência no bairro Paineiras com atuação técnica e cautelosa.

Os bombeiros também informam que quase 4 mil pessoas estão desalojadas nas duas cidades, sendo 3,5 mil em Juiz de Fora e 396 em Ubá. 725 pessoas estão desabrigadas: 700 em Juiz de Fora e 25 em Ubá,

Quase 200 pessoas foram resgatadas com vida após ficarem presas em meio a escombros. Muitas casas e ruas foram totalmente devastadas pelas chuvas.

120 horas de buscas

Em entrevista coletiva na tarde deste sábado (28), o coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais, tenente-coronel Marcelino, informou que as forças de segurança já somam quase 120 horas de operação ininterrupta nas áreas afetadas pelas chuvas na Zona da Mata.

Ele afirmou que nas últimas 24 horas houve uma redução significativa nos índices de chuva, especialmente em Juiz de Fora e Ubá, e a tendência é de que o volume continue diminuindo nos próximos dias.

De acordo com os bombeiros, somente nesta manhã foram registradas pelo menos três novas ocorrências de deslizamento de massa. No entanto, os locais já estavam desabitados, o que evitou novas vítimas.

A Defesa Civil de Minas Gerais segue atuando em conjunto com as Defesas Civis Municipais e com o CREA, realizando vistorias técnicas e coordenando a entrega de ajuda humanitária às famílias atingidas.

A partir de segunda-feira (2), 38 bombeiros especialistas em vistorias, além de engenheiros civis com experiência em riscos geológicos, passam a atuar em campo no apoio às Defesas Civis Municipais de Juiz de Fora e Ubá, especialmente na verificação e avaliação de áreas de risco.

Assistência e monitoramento

O governo de Minas Gerais anunciou a antecipação de R$ 8 milhões para Ubá e R$ 38 milhões para Juiz de Fora, destinados a ações de recuperação e assistência às famílias atingidas. Também foi decretado luto oficial de três dias em todo o estado.

A Defesa Civil e o Inmet mantêm o alerta de “grande perigo” para a região devido à saturação do solo, o que eleva o risco de novos deslizamentos e inundações, mesmo em caso de chuvas de menor intensidade.

“Grande sofrimento”, diz governador

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que o estado vive um período de “grande sofrimento”. Ele disse ainda que acompanha de perto as operações e que se deslocou até os municípios atingidos para prestar apoio.

“Determinei mobilização total das nossas equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para prestar suporte a Juiz de Fora e Ubá após o forte temporal. Minha prioridade absoluta agora é o resgate e o amparo às vítimas. O Estado está ao lado dos mineiros de Juiz de Fora e Ubá neste momento difícil”, declarou.

Previsão

Segundo o Cemaden, é considerada alta a possibilidade de permanência ou novas ocorrências de enxurradas, alagamentos em áreas com drenagem deficiente e inundações na região de Juiz de Fora (MG), devido às condições críticas da drenagem urbana após os acumulados dos últimos dias e à previsão de chuva fraca para amanhã e os próximos dias.

Até o momento, os dois municípios somam mais de 3.500 pessoas desabrigadas e desalojadas. Em razão do temporal, as cidades decretaram estado de calamidade pública, e um plano de contingência precisou ser instaurado.

 

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