Cidade mineira decreta emergência após mortes por síndrome respiratória

Publicado em 22/07/2025, às 15h32
Fachada do Hospital Dr. Brício de Castro Dourado, em São Francisco (MG) - Reprodução / Google Street View

Folhapress

O município de São Francisco, em Minas Gerais, decretou estado de emergência em saúde pública na quinta-feira (17) após casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) de causa desconhecida e rápida evolução para óbito, conforme o documento da prefeitura.

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Além disso, o baixo índice de cobertura vacinal da população na cidade foi um dos fatores considerados para a decretação da emergência, bem como a suspeita de circulação do hantavírus.

A gestão municipal citou a limitação de leitos no Hospital Municipal Dr. Brício de Castro Dourado e a possibilidade de aumento da demanda sobre os serviços de urgência, incluindo os pediátricos.

Os primeiros registros aconteceram quando três pessoas de uma mesma família participaram de um evento na zona rural do município, entre os dias 23 e 27 de junho, e apresentaram sintomas graves.

Dois dos casos evoluíram para morte rapidamente, enquanto o terceiro paciente recebeu alta hospitalar. Os pacientes foram atendidos no Hospital Municipal Dr. Brício Dourado de Castro.
Na sexta-feira (18), o município disse, por meio de vídeo postado nas redes sociais, que as duas mortes estão associadas ao vírus H1N1 e que as pessoas infectadas não haviam sido vacinadas contra influenza.

O mesmo foi divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que destacou que "não há evidências da circulação de uma nova doença que justifique mudanças na rotina da população".

Segundo a pasta, as análises laboratoriais continuam para identificar outras possíveis causas e descartar diagnósticos alternativos.

Além disso, medidas de vigilância e controle estão sendo identificadas, incluindo busca ativa de casos, coleta de amostras e monitoramento de contatos, seguindo os protocolos técnicos de vigilância em saúde.

Entre as medidas de prevenção, estão:

A investigação está sendo conduzida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da equipe do Programa EpiSUS Avançado, e conta com o apoio da Superintendência de Vigilância Epidemiológica, da Unidade Regional de Saúde de Januária e da Secretaria Municipal de Saúde de São Francisco.

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