City bate Leicester com Kompany herói e fica a uma vitória do título inglês

Publicado em 06/05/2019, às 21h25
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Folhapress

Foi com um golaço de Kompany que o Manchester City venceu a própria ansiedade e o duelo com o Leicester por 1 a 0 nesta segunda-feira (6), no Etihad Stadium, e alimentou a esperança de seus torcedores. Afinal, o time tirou o Liverpool da liderança e agora depende apenas de si mesmo para conquistar o Campeonato Inglês na última rodada.

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Neste momento, a equipe de Pep Guardiola tem 95 pontos, um a mais do que o Liverpool, e precisa vencer para encerrar a temporada com esta taça; se tropeçar, terá de torcer por um tropeço igual do rival. Jurgen Klopp e seus comandados precisam triunfar e torcer para o rival empatar ou perder.

As partidas decisivas do Inglês ocorrem no domingo (12), e os dez jogos serão iniciados às 11h (de Brasília). O City visita o Brighton, e o Liverpool encara o Wolves.

Um detalhe pode ajudar o City nesta missão: o Liverpool ainda tem atenção dividida e, nesta terça (7), disputará o jogo de volta da semifinal da Liga dos Campeões em busca de uma virada expressiva contra o Barcelona, que venceu por 3 a 0 na ida. O time de Manchester ainda terá a final da Copa da Inglaterra, mas somente no dia 18.

Neste momento, só o City pode se concentrar totalmente na Premier League.

O nervosismo até tentou atrapalhar a tarefa do Manchester City, mas Vincent Kompany fechou a defesa, impediu as surpresas que poderiam ser provocadas por um Leicester acuado e foi herói com golaço.

Aos 25min do segundo tempo, o zagueiro levantou a cabeça longe da área e soltou uma bomba para conseguir o que parecia impossível: acertar o ângulo de Schmeichel, que, antes de sofrer este gol, até merecia o título simbólico de "melhor em campo".

Ciente do que aquele chute perfeito pode significar para seu clube, o capitão Kompany foi filmado chorando após o apito final, enquanto a torcida da casa cantava sua própria versão de "Hey Jude", dos Beatles.

Ex-jogador do Manchester City, Iheanacho entrou em campo aos 35 do segundo tempo. Este parece ser um roteiro perfeito para a famosa "lei do ex", certo? Não com este nigeriano, que dominou a bola na cara de Ederson aos 43 e chutou para fora. Ao errar feio o alvo, descartou a chance de empatar e calar seu antigo estádio.

A necessidade de vencer este jogo entrou em campo nos ombros de cada jogador do City. Pep Guardiola pode até ser acostumado a momentos decisivos, mas sua equipe sentiu o peso da reta final da Premier League e mostrou ansiedade nos primeiros 45 minutos.

O melhor exemplo neste sentido foi notado aos 42, quando Sterling dominou a bola diante da marcação, puxou para o meio e chutou rasteiro. O problema é que David Silva estava no meio do caminho e desviou sem querer, fazendo papel de zagueiro do Leicester.

A chance de gol mais clara saiu aos 31 do primeiro tempo, quando Agüero aproveitou cobrança de escanteio e tocou de cabeça. A bola acertou o travessão e desceu, mas não ultrapassou completamente a linha do gol e fez o City lamentar muito.

Embora não tenha conseguido marcar na etapa inicial da partida, o City evidentemente acuou e encurralou o adversário. A partir dos 25min do primeiro tempo, só o time de Guardiola teve vez no ataque.

Quem viu o confronto no estádio deve ter se impressionado. A maior parte do jogo foi disputada em metade do campo. O goleiro Ederson foi o único atleta do City a se concentrar no campo de defesa, pois a linha de zaga atuou bem adiantada. Do outro lado, o Leicester carregava a expectativa do Liverpool.

A estratégia foi parcialmente ajudada pelo fato de que Vardy esteve isolado no ataque do Leicester; portanto, Kompany e Laporte não sofreram tanto na marcação, já que foi relativamente fácil cercar o único atacante adversário.

O time visitante só assustou para valer aos 17 do segundo tempo, quando James Maddison chutou de fora da área e tirou tinta da trave esquerda de Ederson. Se a finalização tivesse ido na direção certa, o brasileiro dificilmente teria conseguido a defesa.

A torcida presente no Etihad Stadium acredita que um pênalti poderia ter sido marcado a favor do City aos 14min do segundo tempo. E se houvesse arbitragem de vídeo no torneio, a história poderia ter sido diferente. Raheem Sterling se preparava para passar entre Choudhury e Chilwell, mas foi prensado em um "sanduíche" e recebeu um forte encontrão na área. O árbitro Mike Dean não apitou.

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