João Victor Souza
A investigação sobre a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant'Anna, de 41 anos, ocorrida depois de intenação em clínica de reabilitação para dependentes químicos em Marechal Deodoro, sofreu uma reviravolta nesta semana. A Justiça determinou o retorno do inquérito à Polícia Civil após o Ministério Público do Estado apontar que ele carece de elementos fundamentais e laudos técnicos para o prosseguimento da ação penal.
LEIA TAMBÉM
Cláudia Pollyane morreu no último dia 9 de agosto. Um boletim de ocorrência foi registrado após a família e os amigos serem informados, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, que o corpo estava com hematomas e sinais de violência. Depois das denúncias e a confirmação das irregularidades, a clínica foi interditada pelas autoridades e o dono dela, Maurício Anchieta de Souza, foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.
O caso havia sido dado como concluído pela Polícia Civil em dezembro de 2025. Mas, para o Ministério Público do Estado (MP-AL), o inquérito enviado apresenta lacunas que inviabilizam, no momento, o oferecimento de uma denúncia consistente.
O MP-AL ressaltou que a ausência de laudos periciais e de uma conclusão clara sobre a dinâmica dos fatos impede uma análise jurídica precisa sobre as eventuais penas a serem aplicadas. Sem esses documentos, a fundamentação da acusação ficaria comprometida perante o Judiciário.
A Polícia Civil agora terá um prazo de 15 dias para suprir as omissões apontadas pelo MP-AL, anexar os laudos requisitados e fornecer as informações complementares necessárias para esclarecer as circunstâncias da morte. Somente após essa nova etapa o Ministério Público decidirá se mantém o indiciamento por homicídio ou se solicitará novas diligências.
"Requisite-se da autoridade policial a realização de diligências, no prazo de 15 (quinze) dias, para suprir as omissões apontadas pelo Ministério Público às fls. 135/138. Expirado o prazo sem resposta, reitere-se; com a resposta, dê-se vista dos autos ao Ministério Público", consta no despacho assinado pela juíza Fabíola Melo Feijão.
O caso
Cláudia Pollyane morreu no dia 9 de agosto, em uma clínica de reabilitação localizada em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. O caso ganhou repercussão após a família e os amigos denunciarem irregularidades no funcionamento do local e indícios de violência contra a vítima.
O proprietário Maurício Anchieta de Souza foi preso 13 dias depois da morte e indiciado cerca de quatro meses depois por homicídio doloso.
LEIA MAIS