Com "1ª Semana da Verdade", Ufal vai debater a Ditatura Militar no Brasil

Publicado em 24/03/2026, às 07h00

Flávio Gomes de Barros

Com atividades nos campi A.C. Simões (Maceió) e do Sertão (Delmiro Gouveia), a Universidade Federal de Alagoas, através da sua Comissão da Memória, Verdade, Justiça e Reparação (CMVJR), realiza, de 30 de março a 1º de abril, a 1ª Semana da Verdade. 

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Segundo a presidente do colegiado, professora Emanuelle Rodrigues, 2026 é o primeiro ano em que o 1° de abril, por deliberação do Conselho Universitário entra oficialmente no calendário da Ufal como o Dia da Memória, Verdade, Justiça e Reparação.

“Trata-se de uma data especial, por isso construímos uma programação diversificada com especialistas sobre a Ditadura Militar no Brasil. Nosso intuito é mobilizar a comunidade acadêmica sobre o tema, que até hoje tem reverberações na sociedade, e firmar o compromisso da Universidade na busca por justiça e reparação”.

Dentre os conferencistas estão a professora Martina Spohr, da Fundação Getulio Vargas, convidada para ministrar a oficina "Trabalhando com arquivos da ditadura", e o professor Osvaldo Coggiola, da Universidade de São Paulo (USP), que diz: "A pior consequência das ditaduras, para além de suas políticas econômicas e culturais retrógradas e de seu totalitarismo político, foi o assassinato de milhares de militantes e lideranças populares latino-americanas."

A programação inclui mesas-redondas, palestras, oficina de análise de arquivos históricos e preservação da memória sobre a ditadura, cine-debates e ato simbólico em memória aos estudantes da Ufal que foram vítimas do governo ditatorial. 

 

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