Eberth Lins
O município de Piranhas, no Sertão de Alagoas, foi a cidade que mais choveu no Brasil em um período de 24 horas, segundo levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Entre a sexta-feira (27) e o sábado (28), o acumulado chegou a 128,4 milímetros, superando os volumes registrados em Bragança (122 mm), no Pará, e Sapezal (92,4 mm), no Mato Grosso.
Dados da Defesa Civil Estadual apontam que, apenas entre a noite de sexta e a madrugada de sábado, foram registrados 84 mm de chuva, mais que o dobro dos 40 mm previstos para todo o mês. O volume elevado provocou alagamentos em diversos pontos da cidade e deixou um rastro de destruição.
“Choveu o dobro do que era esperado para um mês. Foi correspondente a dois meses de chuva em apenas dois dias. Isso gerou muito dano, principalmente público”, destacou o coronel Moisés Melo, coordenador da Defesa Civil estadual.
As fortes chuvas resultaram na morte de uma mulher arrastada pela enxurrada na madrugada de sábado. Elian Caetano Torres, 44 anos, e Solange Lima da Silva, 39, estavam em um veículo que foi levado pela força da água. A mulher foi encontrada morta dentro do carro destruído, enquanto o homem segue desaparecido.
Os temporais atingiram principalmente áreas urbanas, com impactos significativos no Centro Histórico de Piranhas. A ponte que liga o município alagoano a Canindé de São Francisco, em Sergipe, foi destruída. O trecho da rodovia AL-225 também foi afetado após o transbordamento na região de Xingó, com a água avançando sobre a pista.
De acordo com a Defesa Civil, cerca de 20 pessoas ficaram desabrigadas e foram acolhidas no Centro Municipal de Convivência. Diante da gravidade da situação, a prefeitura decretou situação de emergência.
Nesta segunda-feira (02), a Prefeitura de Piranhas inicia um levantamento detalhado dos prejuízos causados pelas chuvas. Segundo a gestão municipal, já houve outros episódios de transbordamento na cidade, mas nunca nesse nível. A expectativa é de que, ainda esta semana, os principais serviços e atividades, incluindo o atendimento aos turistas, comecem a ser normalizados.
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