Comissão da Câmara viaja a Pernambuco para acompanhar caso de menino morto a tiros

Publicado em 17/02/2022, às 10h38
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Fábio Zanini/Folhapress

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Carlos Veras (PT-PE), viajará para Pernambuco nesta sexta-feira (16) para participar de missão oficial para acompanhar as investigações do assassinato do menino Jonatas, 9, no município de Barreiros, a 102 km de Recife.

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O crime ocorreu na quinta-feira (10) no engenho Roncadorzinho, onde moram mais de 60 famílias.

Presidente da associação dos agricultores familiares do local, o pai do menino, Geovane da Silva Santos, também foi atingido no ombro pelos disparos, mas sobreviveu.

O objetivo da diligência de Veras é prestar assistência, ouvir a comunidade e acompanhar as apurações. Estão previstas reuniões com o prefeito do município, com o governador de Pernambuco e o presidente do Tribunal de Justiça do estado.

"É estarrecedor saber que uma criança, que tinha um futuro todo pela frente, foi assassinada dessa forma. É urgente que as circunstâncias da morte sejam apuradas e os autores, responsabilizados. Vamos acompanhar o caso de perto e, inclusive, já adotamos providências no sentido de cobrar respostas das autoridades responsáveis", diz Veras.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, Humberto Costa (PT-PE), também participa da diligência.

Segundo informações de moradores do engenho, o assassinato ocorreu por volta das 21h, quando sete homens encapuzados e armados invadiram a casa de Geovane.

De acordo com relato da mãe do menino à CPT (Comissão Pastoral da Terra), braço agrário da Igreja Católica, os suspeitos atiraram primeiro no homem. Ela e o filho se esconderam embaixo da cama, mas os criminosos arrastaram o menino e atiraram contra ele.

Agricultores afirmaram à CPT que a casa de Geovane já havia sido alvo de outros atentados. A comissão pede que a investigação do crime apure uma eventual relação com o conflito agrário existente na região.
A ocupação do engenho pelas famílias, na condição de agricultoras familiares, ocorreu após a falência das usinas onde trabalhavam ou eram credoras.

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