Comissão de delegados é formada para investigar caso de adolescente morto após perseguição

Publicado em 07/05/2025, às 11h26
- Arquivo pessoal

Gabriel Amorim

A Delegacia Geral da Polícia Civil de Alagoas anunciou, nesta quarta-feira (7), a criação de uma comissão para investigar a morte de Gabriel Lincoln Pereira da Silva, de 16 anos, baleado durante uma perseguição policial no último sábado (3), em Palmeira dos Índios. A medida foi tomada em meio à grande repercussão do caso.

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A Polícia Militar deu a versão de que Gabriel teria desobedecido a uma ordem de parada durante rondas e atirado contra os agentes, que revidaram. A família do adolescente, no entanto, contesta a declaração da polícia, afirmando que ele era inocente. Ela também questionou a conduta dos policiais envolvidos.

O andamento das investigações será conduzido e acompanhado pelos delegados Sidney Tenório (diretor da Polícia Judiciária 1), Alexandre Leite (diretor da Polícia Judiciária 3) e João Paulo Tenório (coordenador da delegacia da 5ª Região).

Na tarde desta quarta-feira (7), a Polícia Civil irá atender a imprensa para dar mais detalhes sobre o inquérito. O TNH1 segue com a cobertura do caso. 

POLICIAIS AFASTADOS

O comandante-geral da Polícia Militar de Alagoas, coronel Paulo Amorim, informou que os policiais envolvidos na ação foram afastados das atividades ostensivas e transferidos para funções administrativas até a conclusão das investigações.

“Essa é uma medida protocolar para situações como essa, adotada para garantirmos a transparência e a imparcialidade das apurações. Nos solidarizamos com a dor da família e reafirmamos que tudo será apurado com seriedade e responsabilidade. A Polícia Militar não se exime de investigar qualquer possível excesso”, declarou o coronel.

FAMÍLIA PEDE "INVESTIGAÇÃO ISENTA"

O pai de Gabriel, Cícero Bezerra, agradeceu o apoio recebido e reforçou o apelo por uma apuração justa. “Eu confio na Polícia Militar. Meu único pedido é que a investigação aconteça de forma isenta e que a verdade apareça. É isso que a gente precisa como família: saber o que realmente aconteceu com o meu filho.”

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a família será acompanhada durante todo o processo pelo advogado Gilmar Torres, que terá acesso a todas as etapas da apuração.

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