Como Aldo Rebelo impacta votos de Flávio Bolsonaro

Publicado em 24/08/2026, às 09h00

Flávio Gomes de Barros

 

Qual seria o objetivo de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e candidato e presidente da República pelo PSD, em ter convidado Aldo Rebelo, ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, para ser o coordenador político da sua campanha?

Essa análise foi feita pela jornalista Luisa Purchio, da "Gazeta do Povo", do Paraná, ao explicar que "Rebelo dialogará com setores que se declaram em dúvida sobre votar em Caiado ou em Flávio Bolsonaro. Entre eles estão setores com os quais Rebelo atuou diretamente como ministro da Ciência e Tecnologia, do Esporte e da Defesa Civil."

Outro objetivo, segundo ela, é proporcionar a Ronaldo Caiado apoios regionais do MDB, Republicanos, Progressistas e União Brasil, partidos que se declaram neutros para o primeiro turno da eleição presidencial.

"O Aldo tem trânsito no setor produtivo, no meio militar, no mundo sindical e entre gente que ele combateu a vida inteira e que nunca deixou de respeitá-lo. É um eleitorado que não cabe em rótulo e que hoje não se sente representado por ninguém, e essa gente é muito mais numerosa do que se imagina", argumenta o ex-deputado Heráclito Fortes, do conselho político do PSD, que articulou a entrada de Rebelo como coordenador da campanha.

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De acordo com o cientista político Lucas Fernandes, coordenador de Análise Política da BMJ Consultores, Aldo Rebelo pode até não atrair votos para a chapa, mas deve abrir uma frente de diálogo com o setor conservador.

"O Caiado sabe que é tirando voto do Flávio que ele terá mais vantagem nessas eleições. O Aldo Rebelo dialoga justamente com setores conservadores em que o bolsonarismo já vai melhor", afirma Fernandes.

 

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