Complicação rara após o parto quase tira a vida de mãe

Publicado em 02/02/2026, às 15h54
- Foto: Reprodução/redes sociais

Revista Crescer

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O nascimento de um filho costuma ser lembrado como um dos momentos mais felizes da vida. Para Ellie Marples, no entanto, o dia em que deu à luz seu bebê, Albie, se transformou em uma experiência extrema entre a vida e a morte.

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Após uma longa jornada de 22 horas de trabalho de parto, Ellie passou por uma cesariana considerada bem-sucedida. Na Inglaterra, o bebê nasceu saudável, e os primeiros momentos da maternidade começaram como o esperado. Mas, ainda na sala de recuperação, algo mudou.

Enquanto amamentava o filho pela primeira vez, Ellie contou ao jornal britânico Daily Mail que começou a se sentir mal. Vieram a tontura, o enjoo intenso e, em poucos minutos, um quadro grave: vômito com sangue, perda de consciência e falência de múltiplos órgãos.

Condição rara que levou à sérias complicações

Os médicos diagnosticaram sepse causada por uma embolia de líquido amniótico, uma condição raríssima, que acontece quando o líquido amniótico entra na corrente sanguínea da mãe e pode desencadear uma reação grave e rápida no organismo. A complicação está entre as principais causas de morte materna direta no mundo.

Ellie precisou passar por cirurgias de emergência, incluindo a retirada de 80% do intestino grosso. Foi colocada em coma induzido e mantida em suporte de vida. Dias depois, novos exames revelaram que a infecção também havia atingido o útero e o colo do útero, exigindo uma histerectomia total para salvar sua vida.

Ao todo, foram três semanas em coma e mais de um mês sem poder segurar o próprio filho nos braços. “Acordei me sentindo incrivelmente grata por estar viva. Os médicos disseram que tudo aconteceu porque as pessoas certas estavam no lugar certo, no momento certo", disse a mãe ao jornal.

Hoje, mais de um ano depois, Ellie está fisicamente recuperada, mas ainda elabora emocionalmente o trauma vivido no pós-parto. Mesmo assim, faz questão de compartilhar sua história como forma de conscientização.

“Depois que sobrevivi, percebi o quanto é importante falar sobre as complicações que podem acontecer, mesmo quando tudo parece estar bem”, afirma. O vínculo com Albie, que ela tanto temia não acontecer, veio com força. “Foi como se eu estivesse com ele desde o primeiro dia.”

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