Confiança dos empresários maceioenses tem recuo de 8,9% entre janeiro e abril, diz Fecomércio

Publicado em 06/05/2022, às 11h48
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Ascom Fecomércio

A pesquisa sobre o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), realizada pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que após um período de recuperação e crescimento ao longo do último semestre do ano passado, o otimismo dos empresários maceioenses recuou -8,9% entre janeiro e abril. Neste último mês, o indicador marcou 116,6 pontos e, mesmo mostrando uma tendência de recuo, ainda se mantém acima da zona de satisfação, que é de 100 pontos.

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Na variação mensal, o Icec saiu de 122,6 para 116,6 pontos; uma queda de 4,89%. Esse desempenho aproxima a expectativa do empresário alagoano da média regional (Nordeste) 113,8 pontos, mas o situa abaixo da média nacional de 118 pontos.

Um dos possíveis motivos para a retração, ainda que sutil, é a alta persistente da taxa básica de juros, a Selic, que chegou a 11,75% ao ano (a.a.) em abril, conforme observa o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Victor Hortencio. “O crédito comumente utilizado como meio de investimento pelas empresas é atrelado a essa taxa básica de juros, o que onera a tomada de novos empréstimos”, diz.

Ainda de acordo com o economista, outro fator que afeta direta e indiretamente a retração é a inflação, a qual vem sendo sentida desde novembro de 2021 e repercute no aumento do preço dos combustíveis e dos meios de produção. “Esses custos acabam sendo repassados aos consumidores finais e, como em períodos de alta de juros e inflação o consumidor tende a priorizar o consumo de itens necessários, as vendas gerais tendem a diminuir, afetando o otimismo do empresário”, avalia Victor.

Desempenho

Em termos gerais, as subcategorias do Icec apresentaram variação negativa. A que mais sofreu retração foi a de Condições Atuais do Empresário do Comércio, com recuo de -5,7%, Na composição deste subíndice, as condições atuais da economia são levadas em consideração e, em abril, o desempenho não foi muito bom, caindo -7,9%.

No índice Intenções de Investimento, muito importante para o crescimento econômico, a variação negativa foi de -4,4%, sendo puxado pelo subindicador que mensura a intenção dos empresários no tocante à contratação de funcionários, marcando uma variação de -8,2%.

Já o índice de Expectativas dos Empresários do Comércio recuou -4,6%, refletindo a conjuntura econômica de altas de juros e inflação, como dito anteriormente.

Apesar de todo esse contexto, há uma perspectiva de que a confiança dos empresários volte a crescer, em maio, impactadas pelas vendas da Páscoa e do Dia das Mães, mas outros fatores também poderão influenciar. “Houve um aumento da participação do crédito consignado de 35% para 40%, além do pagamento do décimo terceiro salário dos aposentados e o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Por isso, espera-se que esses estímulos ajudem a construir uma percepção futura mais positiva, reconduzindo o Icec a patamares acima dos 120 pontos”, afirma Victor.

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