Revista Quem
Leonardo, de 62 anos, passou uma cirurgia plástica na última semana. O cantor foi a um hospital de luxo em Goiânia para fazer uma blefaroplastia - operação de pálpebras que liderou o ranking mundial de cirurgias plásticas em 2024 da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).
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Só no ano de 2024, 2,1 milhões destas cirurgias foram realizadas. O cirurgião plástico Jairo Casali, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), explicou à Quem sobre o tratamento. Ele aponta que o procedimento tem ficado mais popular entre os homens a partir de 40 anos, mas pode ser indicado antes em pessoas com predisposição genética.
Segundo o especialista, a blefaroplastia é indicada para remover excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras, além de corrigir a flacidez da região. “É uma cirurgia muito procurada porque rejuvenesce o olhar e, em muitos casos, também melhora o campo visual”, explicou Jairo Casali.
O procedimento pode tirar a sensação de peso nos olhos, cansaço visual e dificuldade para atividades como leitura, o que impacta diretamente a qualidade de vida. Muitas mulheres também relatam dificuldade para usar maquiagem, já que o produto tende a borrar na região pelo acúmulo de pele. "Além da melhora estética, muitos pacientes relatam aumento da autoconfiança, aparência mais descansada e melhora funcional da visão", afirma.
Há diferenças entre os tipos de cirurgia realizados. A blefaroplastia superior, por exemplo, é focada na retirada do excesso de pele e, eventualmente, de gordura da pálpebra de cima. Já a inferior trata principalmente as bolsas de gordura e a flacidez abaixo dos olhos.
O cantor Leonardo fez ambos os procedimentos com técnicas de laser de CO₂. O médico explica: "O laser é usado para realizar cortes precisos e, em alguns casos, para melhorar a qualidade da pele. Ele promove vaporização controlada dos tecidos, com menor sangramento, estímulo à retração e renovação cutânea".
A cirurgia é feita normalmente com anestesia local associada à sedação ou com anestesia geral. Assim como aconteceu com Leonardo, a maioria dos pacientes tem alta no mesmo dia. Sobre a recuperação, Jairo define como 'tranquila' e com pouco desconforto. "Há inchaço e roxos nos primeiros dias, que regridem progressivamente. Em geral, o paciente retoma atividades leves em cerca de 7 a 10 dias", aponta.
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