Conheça Lucas Cupertino, artista alagoano que vem conquistando o público com a mini tour ‘Estações’

Publicado em 15/12/2025, às 09h41
Lucas Cupertino, artista alagoano - Foto: Divulgação

Redação

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“No palco, eu canto, mas também converso, apresento, escuto. O repertório está ali, mas o momento pode exigir uma mudança que só a leitura do público consegue entregar.” É assim, com escuta atenta e sensibilidade, que Lucas Cupertino define sua presença em cena. Uma postura que ajuda a entender por que o artista alagoano tem atraído públicos diversos com a mini tour “Estações”.

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Natural de São Miguel dos Campos, Lucas construiu uma trajetória marcada pelo diálogo entre diferentes linguagens artísticas. Além de cantor e compositor, ele é poeta e professor, e faz dessas experiências um alicerce para a forma como se comunica no palco. 

Sua iniciação musical aconteceu ainda na igreja de sua cidade natal, onde desenvolveu a sensibilidade que hoje marca sua relação com as canções, especialmente com a Música Popular Brasileira (MPB).

A mini tour surge justamente desse desejo de proximidade. Pensada para espaços pequenos e acolhedores, a proposta aposta em um formato intimista, no qual o público não é apenas espectador, mas parte ativa da experiência. 

“A vontade era cantar para pessoas diferentes, em lugares diferentes”, explicou Lucas. Inspirado também pelo movimento da artista alagoana Larine, ele decidiu não apenas esperar convites, mas abrir portas, escolhendo locais onde as pessoas quisessem ir para ouvir boa música e conhecer um trabalho novo.

O nome da tour carrega um sentido pessoal e artístico. “Estações” dialoga diretamente com o processo vivido por Lucas durante sua participação no projeto Fábrica de Artistas, realizado em Maceió, em setembro de 2025. 

As canções compostas e apresentadas nesse período refletem mudanças de tempo, fase e clima, metáforas para os desafios e transformações que atravessam sua vida.

A estreia da mini tour aconteceu em São Miguel dos Campos, e teve um significado especial. Voltar ao lugar onde tudo começou trouxe uma mistura de emoção e aconchego. 

“Foi um ambiente de muita troca”, relembrou. Para o artista, o show não se resumiu à apresentação musical, foi um reencontro com rostos conhecidos, mas também um primeiro contato com pessoas que estavam ali para conhecer seu trabalho pela primeira vez.

No palco, o espetáculo se organiza a partir de uma linha narrativa inspirada na crônica “A gente se acostuma, mas não devia”, de Marina Colasanti. Ainda assim, nada é rígido. 

O repertório pode mudar conforme o clima da noite, do espaço e das pessoas presentes. “A ideia é que o espetáculo respire”, afirmou, comparando essa flexibilidade ao próprio movimento das estações do ano.

As músicas escolhidas para a mini tour seguem esse mesmo princípio. São canções autorais de diferentes fases da carreira, além de composições recentes e releituras da MPB, todas pensadas para funcionar bem no formato voz e violão. Os temas recorrentes (tempo, mudança, afeto e recomeço) ajudam a criar uma atmosfera de proximidade e identificação.

Com a mini turnê Estações, Lucas Cupertino vai além da reafirmação de seu talento musical e demonstra sensibilidade ao fazer do palco um lugar de encontro, troca e escuta. Um artista que compreende que, assim como a vida, a arte está em constante movimento, reinventando-se a cada mudança do tempo.

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