Conselho Nacional de Justiça passa a acompanhar ação em defesa da comunidade do Flexal em Maceió

Publicado em 13/09/2023, às 09h34
Após pedido da Defensoria Pública, Observatório de Causas de Grande Repercussão do CNJ passa a acompanhar ação em defesa da comunidade do Flexal | Foto: Cortesia / Ascom Defensoria -

TNH1 com Assessoria Defensoria Pública

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) atendeu ao requerimento da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) e incorporou ao Observatório de Causas de Grande Repercussão (OCGR) o processo que visa obter revisão de cláusulas do acordo homologado pela Justiça Federal entre a Braskem e as entidades públicas em relação ao bairro do Flexal. 

LEIA TAMBÉM

O observatório tem como finalidade fornecer respostas à sociedade em casos de grande repercussão no Brasil, com a elaboração de estudos e proposição de medidas concretas para aprimorar o Sistema Nacional de Justiça, tanto extrajudicial quanto judicial, a fim de enfrentar situações de alta complexidade, grande impacto e significativa repercussão social, econômica e ambiental.

Além do processo sobre o risco de desastre geológico causado pela mineradora Braskem em Maceió, o observatório também acompanha processos relacionados aos desastres nas barragens em Brumadinho/MG e Mariana/MG, a Chacina em Unaí/MG, o Incêndio na Boate Kiss em Santa Maria/RS, dentre outros.

Na manhã desta quarta-feira (13), moradores do bairro do Flexal participam de um protesto, impedindo a entrada de veículos na região de atuação da Braskem, no bairro do Bebedouro, e pedindo realocação dos moradores e indenização.

Indenizações justas e realocação

Em outubro de 2022, a Braskem fechou um acordo com a Prefeitura de Maceió, o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público Estadual (MPE) e a Defensoria Pública da União (DPU) em relação à situação dos moradores de Flexais de Bebedouro e da Rua Marquês de Abrantes, que sofrem devido ao isolamento socioeconômico causado pelo desastre geológico provocado pela mineradora. O valor da indenização para os que aderirem ao acordo foi fixado em 25 mil reais por todos os danos sofridos para cada família, com quitação integral para a Braskem. 

A Defensoria Pública, provocada pela população, após colher documentos oficiais apontando que quase 80% da população queria realocação e que antropólogos também apontaram que essa era a solução adequada, ingressou com ACP visando rever a homologação do acordo com a anulação de cláusulas e justa indenização individualizada para todos as vítimas da Braskem. O processo está em trâmite na 3ª vara federal em Maceió.

O TNH1 entrou em contato com a Braskem para saber o posicionamento, deixando espaço aberto para resposta.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Integrantes de organizada do CSA proibidos de frequentar jogos: veja ficha criminal Tribunal italiano encerra audiência sobre extradição de Zambelli TJ de Alagoas alerta população sobre golpe do precatório STJ determina afastamento de ministro Marco Buzzi após acusação de importunação sexual