Conta de luz terá bandeira verde ao menos até abril, diz Aneel

Publicado em 03/02/2017, às 15h58

Redação

As contas de luz do Brasil deverão manter a bandeira tarifária verde, que não implica em custos extras para os consumidores, ao menos até o final de abril, projetou nesta sexta-feira o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

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As bandeiras amarela e vermelha, que são acionadas quando há uma menor oferta de energia no sistema, geram a cobrança de um valor extra por cada kilowatt-hora consumido.

“Até o final do período úmido, não vislumbro cenário que possa acionar bandeira amarela. No período seco, a partir de maio, depende de como fecharmos o período úmido, não dá para fazer essa previsão agora”, afirmou Rufino a jornalistas, após participar de evento em São Paulo.

O diretor também descartou que a necessidade de alguma revisão nos valores cobrados aos consumidores após uma decisão da Aneel de recontabilizar o preço spot da eletricidade de novembro e das primeiras três semanas de dezembro.

Naquele mês havia sido acionada a bandeira amarela, mas o preço spot após a revisão indica que o mês deveria ter sido de bandeira verde.

Segundo Rufino, não é necessária uma devolução de recursos aos consumidores porque a arrecadação gerada com a bandeira fica em uma conta e é repassada às distribuidoras de eletricidade conforme necessário, para custear a compra de energia de termelétricas, que têm a geração mais cara que as usinas hídricas.

“Ela já é devolvida… a bandeira na verdade é uma arrecadação fica em uma conta e é usada para cobrir o acionamento… todo ano definimos o orçamento da bandeira para o ano que vem, o primeiro item que compõe é o saldo (da conta), se tem sobra ou insuficiência (de recursos)”.

PLD

O diretor da Aneel confirmou ainda que a agência abrirá uma debate para possivelmente revisitar as regras sobre em que ocasiões pode se dar a republicação do preço spot da energia elétrica, ou Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).

A revisão dos valores de novembro e dezembro, anunciada na reta final do ano passado, gerou polêmica por afetar financeiramente operações já realizadas entre os agentes de mercado.

“A gente vai reabrir a discussão… como houve uma provocação de que talvez essa não seja a melhor regra, proximamente vamos abrir uma audiência pública para discutir isso”.

A Reuters publicou na quinta-feira que a Aneel deverá rever a regra, com informação da Associação Brasileira de Comercializadores de Energia (Abraceel).

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