Contrária à reeleição, Marina diz que só governará por quatro anos se eleita

Publicado em 19/06/2018, às 21h32

Redação

A pré-candidata à Presidência pela Rede, Marina Silva, afirmou que, se eleita, pretende aprovar uma reforma política que acabe com a reeleição. Prometeu também ficar somente quatro anos no poder.

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"A reeleição virou um grave problema. Presidente, governadores e prefeitos não fazem o necessário para o país, mas o necessário para se reeleger", disse.

"Se para se reeleger tem que roubar, muitos deles roubam", completou.

Marina defendeu uma reforma política que defina o fim da reeleição, o voto distrital misto e o mandato de cinco anos a partir de 2022. Ela quer ainda o fim do que chama de "monopólio dos partidos", para que possa haver candidatos independentes.

"Hoje a política está nessa degradação porque os partidos têm o monopólio da política. Eles não discutem mais projeto de país, só discutem projeto de poder", disse.

A pré-candidata também afirmou que seu governo não terá "toma lá, dá cá" e que terá maioria do Congresso com base em suas propostas.

"Seremos um governo de proposição. A maioria do Congresso vai ser com base no programa. A composição do governo, com base no programa e jamais com base no toma lá, dá cá."

Marina voltou a defender a quebra da polarização e o fim do ódio na política. "Tem gente que quer reeditar a polarização, mas ela não está intacta, eu apareço em segundo nas pesquisas", disse.

A respeito de alianças com partidos e definição de vice em sua chapa, ela afirmou apenas que o diálogo está aberto e que conversa com partidos que têm a mesma identidade que a Rede.

Marina discursou para centenas de prefeitos, vereadores e secretários reunidos no 35º Congresso Mineiro de Municípios antes de falar com a imprensa.

Bastante aplaudida ao final, ela defendeu, como outros pré-candidatos que também participaram do evento, a descentralização de recursos e responsabilidades.

Também discursaram os pré-candidatos Álvaro Dias (Podemos), Paulo Rabello de Castro (PSC), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB). As propostas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram defendidas pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT).

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