Corpo de ciclista iraniano é liberado pelo IML; ministro lamenta morte

Publicado em 18/09/2016, às 16h28
-

Redação

O corpo do cilista iraniano Bahman Golbarnezhad, de 48 anos, que morreu ontem (17) depois de  sofrer uma queda durante a prova de ciclismo de estrada na Paralimpíada Rio 2016, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da cidade, já está liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) aguardando apenas a retirada pelo comitê paralímpico. A informação é da Polícia Civil do Rio de Janeiro, responsável pela operação do IML.

LEIA TAMBÉM

Hoje (18), em entrevista coletiva à imprensa, no Rio Media Center, na Cidade Nova, centro do Rio de Janeiro, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, lamentou o ocorrido. “Em se tratando de uma vida, temos sempre que lamentar. Não poderia ser diferente”.

O ministro disse que o ciclismo é um esporte com muitos riscos. Observou que na história do ciclismo, existe o registro  de acidentes fatais em todo o mundo, nessa modalidade.

Picciani explicou que em relação à troca do circuito, essa é uma decisão da União Ciclística Internacional e dos organizadores que definem os critérios técnicos da prova. “Não é uma decisão do governo brasileiro”.

Indagado se o atendimento médico teria demorado a acontecer no caso do ciclista do Irã, o ministro disse que “pelos relatos que temos, o socorro foi prestado de forma adequada, de forma ágil”. Por quatro vezes, os médicos tentaram reanimar o atleta. “Mas, infelizmente, os médicos não tiveram sucesso nessa sua tentativa”.

Picciani lembrou que também na Olimpíada Rio 2016, ocorreu um acidente grave com a atleta da Holanda Annemiek van Vleuten, no ciclismo de estrada, “que também foi socorrida a tempo e que, no caso dela, graças a Deus, não teve maiores problemas”. Annemiek sofreu fraturas na coluna e uma concussão.

Picciani classificou a morte de Bahman Golbarnezhad como uma fatalidade no esporte paralímpico. O próprio ministro disse praticar ciclismo  e reiterou sua tristeza diante do ocorrido.

Bahman era casado com uma jogadora de basquete da seleção feminina paralímpica do Irã. Ele deixa a mulher e dois filhos. Na Rio 2016, ele já havia participado de uma prova no mesmo trajeto onde se acidentou, na quarta-feira (14), na prova de contrarrelógio, onde ficou em 14º lugar.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Tenente-coronel preso por morte de PM cobrava sexo em troca de contas pagas Rolagem infinita será proibida ao público infantil nas redes sociais Câmara aprova novo percentual mínimo de cacau para chocolate Síndrome causada por diabetes faz jovem de 18 anos ter aparência de criança