Covid-19: número de casos em Alagoas dispara na 1ª semana de dezembro

Publicado em 07/12/2022, às 16h52
Foto: Arquivo/Agência Alagoas -

Theo Chaves

Alagoas registrou, nesta quarta-feira (7), mais uma morte e 452 novos casos de Covid-19. Com isso, somente nesta primeira semana do mês de dezembro, o estado registra 2.485 casos da doença — números que representam 78% dos casos notificados em todo o mês de novembro. Os dados são do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde, divulgados pela Secretaria de Saúde de Alagoas, através dos Informes Epidemiológicos e Monitoramento de Emergência.

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Ainda de acordo com o Boletim Epidemiológico da Sesau, Alagoas também teve 12 mortes por covid-19 nos últimos sete dias. O número de óbitos é o mesmo que o total notificado durante os trinta dias do mês de novembro.

Já no comparativo com o mês de outubro, onde foram notificados 455 casos e quatro mortes pela doença, o número de casos registrados nos primeiros sete dias de dezembro é 543% maior. O número de óbitos registrado neste mês também é três vezes maior que o notificado em todo o mês de outubro.

Em entrevista ao TNH1, o infectologista Renèe Oliveira Do Nascimento explicou que o aumento do número de casos de Covid-19 em Alagoas é influenciado pela maior capacidade de transmissibilidade das subvariantes em circulação e também por fatores comportamentais da população.

"O problema é que as pessoas não estão mais se protegendo como antes. Recentemente, tivemos eleições em todo o Brasil, e agora está acontecendo a Copa do Mundo e o começo das festividades de fim de ano. Todos esses eventos geram aglomerações, e, consequentemente, potencializam o aumento no número de casos. Além disso, temos várias subvariantes. Dentre elas, a Ômicron, que tem um nível de transmissibilidade maior que as outras", explicou o médico.

O infectologista também alertou para o aumento de internações causadas pela Covid. "A maioria das pessoas que estão internadas em UTIs é de grupo de risco. São idosos, pessoas com comorbidade ou doenças crônicas, ou que não se vacinaram. E quem se vacinou não está adotando as medidas restritivas como antes. Isso prejudica justamente esse grupo, que é mais vulnerável ao vírus", alertou Renèe Oliveira.

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