Covid: AL tem ocupação de leitos de UTI acima da margem de segurança pela terceira semana seguida

Publicado em 01/03/2021, às 11h04
Foto: Folhapress -

Eberth Lins

A ocupação de leitos de UTI disponibilizados para pacientes acometidos pela Covid-19 em Alagoas chegou a 72%, nesse domingo (28), ultrapassando a margem de segurança de 70 % recomendada Setor de Epidemiologia do Comitê Científico do Consórcio Nordeste. Esta é terceira semana seguida que a ocupação no estado ultrapassa a chamada margem de segurança, o que reforça o descontrole da pandemia do novo coronavírus, segundo o Observatório Alagoano de Políticas Públicas Para Enfrentamento da Covid-19, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

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Para os especialistada da Ufal, o dado aponta para um cenário de expansão da pandemia de Covid no estado, o que já tem sido percebido pelos últimos boletins epidemiológicos da Secretaria de estado da Saúde, Sesau. 

"Nesse ritmo, em duas semanas chegaremos ao número máximo de leitos ofertados na primeira 'onda' da doença. Se a demanda continuar aumento no mesmo ritmo, podemos ter saturamento da rede", alertou o coordenador do Observatório, Gabriel Bádue. 

Gabriel Bádue, coordenador do Observatório Alagoano de Políticas Públicas Para Enfrentamento da Covid-19. Foto: Ascom Ufal 

O período em que a taxa de ocupação esteve em maiores níveis foi junho do ano passado, quando esteve quase sempre acima de 80%, chegando a 88% em 29/06, com uma ocupação de 224 leitos de UTI entre 252 disponíveis.

Interiorização da doença 

Maceió deixou de concentrar a maioria dos casos, mudança observada em relação aos óbitos há algumas semanas. A alteração, no entanto, pode indicar o avanço da doença pelo interior do estado. "Fenômeno observado na primeira onda da Covid-19, quando o quantitativo de casos do interior ultrapassou o da capital a partir de maio de 2020", diz o Observatório.

Testagem e alta de casos suspeitos 

Outro dado que reforça o descontrole da pandemia no estado, segundo o Observatório, é a quantidade de casos em investigação laboral, que ontem chegou a 11.514, além do aumento de casos confirmados via exames RT-PCR, que ficou em 62%, quando na semana anterior era 54%.

"Apesar da queda no número de casos confirmados ao longo da oitava semana epidemiológica, em relação a semana anterior, os demais indicadores continuam apontando para a expansão da doença no território alagoano. Considerando o histórico desde o início da pandemia, devemos começar a sentir os impactos dos eventos relacionados ao Carnaval a partir desta semana", detalhou Gabriel Bádue.

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