Cremal pode cassar registro de médicos que 'cederam' documentos

Publicado em 14/08/2018, às 15h54
Divulgação -

Redação TNH1

O Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal) vai apurar se houve falha ética dos médicos que tiveram os documentos utilizados pelos suspeitos presos, em operação do Ministério Público Estadual (MPE), nesta terça-feira (14), por atuação ilegal no Estado.

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“Nós vamos investigar se eles têm envolvimento direto, do ponto de vista ético. Se eles cederam os documentos, ou se foram roubados e falsificados. A justiça é outra coisa, o que vamos fazer é uma apuração do Conselho”, destacou o presidente do Cremal, Fernando Pedrosa.

O órgão abriu uma sindicância para investigar o caso e punições podem acontecer. “As penalidades previstas em lei podem ser aplicadas, e nós iremos julgar observando a gravidade do fato e os atenuantes. Vamos levar em consideração vários aspectos”, acrescentou.

Prisões

O Ministério Público Estadual (MPE/AL) realizou na manhã desta terça-feira (14) uma operação para prender pessoas que atuam na medicina de forma ilegal em Alagoas. Três pessoas foram detidas.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM/AL), Fernando Pedrosa, o órgão recebeu há cerca de um mês denúncias de médicos, que apontavam que duas pessoas exerciam a medicina de maneira ilegal.

Confira a nota do Cremal:

O Conselho Regional de Medicina de Alagoas – Cremal recebeu denúncia sobre a atuação de médicos, formados no exterior e sem diplomas revalidados no Brasil, que estavam atuando ilegalmente no interior do Estado. Não se tratando de profissionais inscritos no CRM local, a denúncia foi apurada pelo Ministério Público Estadual – MPE, que ocasionou na prisão dos suspeitos.

O presidente do Cremal, Dr. Fernando Pedrosa, esclarece que o conselho irá colaborar com as investigações. "A denúncia não foi feita ao MPE pelo Cremal, mas fornecemos os subsídios necessários para que fosse checada. Estas pessoas estavam usando nomes de médicos legalmente inscritos e até mesmo documentos deles. É um crime elaborado e que transcende a Medicina, já que envolve falsidade ideológica", afirma Pedrosa.

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