Extra Online
Um criador de conteúdo no TikTok foi preso em Port St. Lucie (Flórida, EUA) após expor informações privadas de duas mulheres na internet e vangloriar-se de conseguir rastrear os movimentos delas por meio de seus celulares.
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Mark Stephen Asea, de 36 anos, chamou atenção das redes sociais por causa do seu "mugshot", como é conhecida nos EUA a foto de fichamento policial.
"Quem olha para este homem e diz: 'É, eu confio nele'?", questionou um internauta no X.
"Algumas fotos de fichamento contam toda a história antes mesmo de você ler uma palavra sobre o caso", escreveu outro.
"Fico imaginando o que esse cara — obviamente sensato, ponderado e totalmente normal — está aprontando", ironizou um terceiro.
O americano, que se autodenomina "demonologista" e tem o rosto todo coberto por tatuagens, chegou a ser investigado em abril sob acusações de perseguição (*stalking*) e crimes cibernéticos, mas o caso foi arquivado no mês seguinte. No mês passado, entretanto, duas mulheres relataram que suas informações privadas apareceram em postagens de Asea no TikTok. Uma delas havia confiado nele para ajudar a resolver um problema no computador.
Em vídeo analisado por detetive, Mark cita detalhes sobre os dispositivos de uma das mulheres e afirmou saber quais haviam sido seus gastos recentes.
"Vamos falar sobre a sua senha real", disse ele, segundo a transcrição constante no relatório policial. "Que tal falarmos sobre as últimas 10 compras que você fez online?", continuou ele.
A mulher disse aos investigadores que a senha havia sido compartilhada apenas em um bate-papo privado de grupo no TikTok. Mark não era membro do grupo, afirmou ela, embora suspeitasse que ele pudesse ter entrado usando uma conta falsa.
Ninguém no grupo tinha permissão para compartilhar a senha fora dali, disse ela à polícia. Ela também afirmou não saber como ele teria obtido o número de identificação do seu celular ou suas informações bancárias.
No caso da segunda mulher, as preocupações surgiram após o que ela descreveu como um pedido rotineiro de ajuda técnica. Ela contou à polícia que permitiu que Mark acessasse seu computador remotamente em outubro de 2025 para solucionar um problema em um aplicativo. Meses depois, segundo ela, ele alegou ter instalado um vírus no computador enquanto ela estava no banheiro, o que lhe permitia visualizar informações sem o conhecimento dela.
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