CRM afirma que um só médico atuava em várias especialidades no interior

Publicado em 14/08/2018, às 11h01
Exercício ilegal da medicina é alvo de operação do MP | Pexels -

Redação

Médicos com atuação ilegal em Alagoas, que foram alvos de uma operação do Ministério Público Estadual (MPE/AL), na manhã desta terça-feira (14), estariam trabalhando em hospitais públicos de Major Izidoro, Sertão alagoano, e de outros municípios do interior. A informação foi confirmada ao TNH1 pelo presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM/AL), Fernando Pedrosa.

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Ele diz que o fato de haver poucos hospitais para atender a população pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no interior contribuiu para que os médicos ilegais atuassem como clínicos gerais e até realizando pequenos procedimentos cirúrgicos, inclusive em crianças, já que em muitas das unidades de saúde funcionam também maternidades.

O presidente do CRM/AL aponta para a possibilidade de os suspeitos serem pessoas com formação em medicina no exterior, em países que fazem fronteira com o Brasil, como Bolívia e Paraguai, e que não conseguiram validar o diploma para atuar no território nacional.

“Essas pessoas entram sem vestibular nessas faculdades, fazem cursos muito ruins e, quando vêm ao Brasil, não conseguem passar na prova de validação do diploma, que é feita de maneira rigorosa pelo Ministério da Educação”, explicou.

Fernando Pedrosa salientou ainda que o Conselho Federal de Medicina já avaliou faculdades de países vizinhos, onde os brasileiros costumam buscar formação, e constatou desqualificação de cursos.

“Tem instituições que funcionam na fronteira entre o Brasil e esses países, justamente para abordar essas pessoas que buscam uma qualificação mais fácil e barata”, finalizou.

O TNH1 ainda não conseguiu contato com a prefeitura de Major Izidoro.

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