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Cruzeiros ficarão suspensos no Brasil até 4 de fevereiro, anuncia associação

Publicado em 13/01/2022, às 14h17
Divulgação -

Joelmir Tavares / Folhapress

A Clia Brasil, associação que representa as companhias de navios de cruzeiros no país, anunciou nesta quinta-feira (13) que vai estender a suspensão de novas operações nos portos brasileiros até 4 de fevereiro, em razão do registro de casos de Covid-19 a bordo.

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A decisão vem um dia após a Anvisa recomendar ao governo a interrupção definitiva da temporada de navios no país devido ao aumento de registros de Covid, impulsionados pela variante ômicron. No dia 3 de janeiro, a Clia Brasil havia anunciado a suspensão das novas operações até o dia 21 deste mês. O governo autorizou em outubro de 2021 a retomada de cruzeiros, apesar de parecer contrário da Anvisa. A temporada 2021-2022 teve início no começo de novembro.

Na nota técnica, a Anvisa afirmou que foram detectados 1.177 casos da Covid entre tripulantes e passageiros de cinco navios de cruzeiros que operaram no Brasil de novembro até a primeira semana de janeiro. Do total de infecções, 1.146 foram confirmadas apenas de 26 de dezembro a 6 de janeiro.

Uma portaria do Ministério da Saúde, em vigor desde final de outubro do ano passado, define quatro níveis epidemiológicos para viagens de transporte aquaviário e protocolos a serem seguidos. Os níveis mais altos têm restrições mais duras, como colocar uma embarcação em quarentena, e são definidos por critérios como o número de infecções registradas.

Na primeira semana de 2022, passageiros relataram, nas redes sociais, falta de comida e limpeza em cruzeiros que tiveram atividades interrompidas por surto de Covid. A Clia afirma, em nota, que a decisão de prorrogar a suspensão "tem como objetivo a continuidade das discussões com as autoridades competentes a fim de alinhar as medidas necessárias para a retomada dos cruzeiros", mas que contrasta com a "evolução positiva nos Estados Unidos, onde as autoridades de saúde reconheceram a eficácia dos protocolos da indústria."

Entre os protocolos adotados no Brasil, a associação diz que é exigido "ciclo vacinal completo, apresentação de teste negativo antes do embarque, uso de máscara". E que os navios operam com menos ocupação, além de realizar testagem contínua " de, no mínimo, 10% das pessoas a bordo e tripulantes". A associação também afirmou que a temporada de cruzeiros tinha previsão de movimentar mais de 360 mil turistas, com impacto de R$ 1,7 bilhão.

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