CSA tem rebaixamento confirmado após STJD manter resultado de Anápolis x Guarani

Publicado em 05/09/2025, às 11h15
- Lucas Figueiredo / CBF

Gabriel Amorim

A última esperança do CSA em escapar do rebaixamento para a Série D chegou ao fim nesta sexta-feira (5). O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) negou o recurso do Guarani, que pedia a anulação da partida contra o Anápolis - duelo que terminou 2 a 0 para os goianos.

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O CSA havia ingressado como terceiro interessado no processo, já que a anulação poderia alterar a tabela e livrar o clube alagoano da queda. O Guarani alegava que o Anápolis atuou por alguns minutos do segundo tempo com 12 jogadores em campo.

A denúncia, porém, não foi acatada. Por unanimidade, o STJD manteve o resultado da partida e, consequentemente, a classificação final da 1ª fase da Série C. Com isso, o Azulão voltará a disputar a Série D após dez anos.

Até a publicação desta matéria, o CSA não se manifestou oficialmente.

ENTENDA O CASO

O Guarani alegou que o atacante João Celeri permaneceu em campo mesmo após a entrada de Igor Cássio, configurando a presença de 12 jogadores durante um escanteio, aos 25 minutos do segundo tempo.

O árbitro Marcello Ruda Neves só registrou a saída de Celeri um minuto depois, anotando o episódio na súmula com cartão amarelo. Na ocasião, o Anápolis já vencia por 2 a 0 - placar que se manteve até o final.

Confira o vídeo anexado pelo Guarani para comprovar a alegação:

 

Reprodução

 

O departamento jurídico do Guarani pediu a anulação do jogo com base no artigo 259, parágrafo 1º, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Caso o Anápolis perdesse os pontos ou não vencesse o jogo remarcado, seria rebaixado no lugar do CSA. O clube goiano terminou a Série C na 15ª posição, com 23 pontos - um a mais que o time alagoano.

INSTABILIDADE DENTRO E FORA DE CAMPO

O rebaixamento coroou uma temporada conturbada dentro e fora de campo. A turbulência começou ainda com a eliminação precoce no Campeonato Alagoano, mas foi amenizada momentaneamente pelo bom desempenho na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste.

A queda de rendimento veio em seguida, com eliminações dolorosas - em especial a derrota para o Confiança, dentro do Rei Pelé, que tirou o CSA de uma final inédita do Nordestão.

Sem fôlego, sem peças de reposição e em meio a decisões confusas, como a demissão de Higo Magalhães e o anúncio de retorno apenas 17 dias depois, o Azulão não resistiu e caiu para a Série D após a derrota para o Brusque, no último sábado (30).

O clima de instabilidade se manteve fora das quatro linhas. Dois dias depois, o Conselho Deliberativo afastou a diretoria executiva, acusando-a de gestão temerária, com supostos pagamentos excessivos de bichos, comissões de patrocínio recebidas por dirigentes e empréstimos sem aval jurídico nem do próprio Conselho.

Na terça (2), a então presidente executiva, Mírian Monte, convocou coletiva para renunciar ao cargo. Na ocasião, rebateu as críticas e garantiu que a gestão apresentava superávit.

Com a saída de Mírian e o afastamento da diretoria, o presidente do Conselho Deliberativo, Clauwerney Ferreira, assumiu interinamente também a presidência executiva. A previsão é de que novas eleições sejam convocadas em até dois meses.

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