"Dama da Morte” é condenada a 32 anos por execução transmitida em live, em Maceió

Publicado em 18/06/2025, às 18h37
- Foto: Ilustrativa/Reprodução

Redação

Beatriz Karolayne da Silva Ferreira Amaro, conhecida como “Dama da Morte”, foi condenada a trinta e dois anos e seis meses de prisão pela morte da adolescente Maria Vitória Conceição Leite, crime registrado em abril de 2020, em Maceió. 

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De acordo com as investigações, a motivação para o assassinato da adolescente seria conflito entre facções rivais. No dia do crime, a adolescente Maria Vitória Conceição Leite foi levada pela ré Beatriz Karolayne da Silva Ferreira Amaro, ainda pela manhã, a um local ermo, onde foi assassinada.

Consta nos autos do processo que a adolescente foi interrogada, “julgada”, torturada e morta pelo "tribunal do crime. O “interrogatório” da jovem chegou a ser transmitido ao vivo pelos executores para outros integrantes da facção. O corpo dela foi enterrado em uma cova rasa e encontrado cinco dias após o crime. 

Além da “Dama da Morte”, os réus Ewerton Bruno da Silva Bonfim, conhecido como “Pastel”, e Joiciele Ferreira da Silva também foram julgados. Cada um deles recebeu a pena de 3 anos de prisão pelo crime de associação criminosa. Já Beatriz Karolayne da Silva Ferreira Amaro, além de 30 anos pelo homicídio, foi condenada a 2 anos e 6 meses por associação criminosa, totalizando a pena de 32 anos e 6 meses.

Segundo a promotora Adilza Inácio de Freitas, o réu Ewerton Bruno estava denunciado no processo por ser autor intelectual do homicídio, porém, ela pediu a absolvição dele porque as provas não indicavam que ele foi o autor intelectual, mas sim um dos executores do assassinato. “Já a ré Joiciele Ferreira da Silva foi absolvida pelo crime de homicídio, mas o Ministério Público irá recorrer”, salientou Adilza Inácio de Freitas.

Após a sentença, Joiciele Ferreira da Silva deve ir para prisão domiciliar, por estar grávida e ter um filho menor de 12 anos de idade. Ewerton Bruno e Beatriz Karolayne seguem presos.

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