Datafolha: para 45% dos deputados, Eduardo Cunha deve renunciar

Publicado em 30/10/2015, às 09h51
-

Redação

Datafolha: para 45% dos deputados, Eduardo Cunha deve renunciar (Crédito: Reprodução internet)

Uma pesquisa do Datafolha feita com 324 deputados (63% do total da Câmara) mostra que 45% deles defendem a renúncia do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Um quarto dos entrevistados disse que ele deve continuar no cargo e 30% não se posicionaram.

Por outro lado, mais da metade evita falar sobre a possibilidade de ter que votar pela cassação do político. Outros 35% disseram que votariam pela saída do peemedebista e 13% afirmaram que votariam contra.

Enquanto isso, Cunha descarta reiteradamente a chance de renunciar ao cargo. Ele é investigado por suspeita de envolvimento no escândalo de propina em contratos da Petrobras. Recentemente, a Justiça da Suíça comunicou autoridades brasileiras sobre a existência de contas bancárias não declaradas que o parlamentar e familiares possuíam naquele país.

Um processo aberto no Conselho de Ética da Câmara deverá decidir o futuro político de Cunha. Isso porque ele prestou depoimento à CPI da Petrobras, em março, e negou possuir contas no exterior. Agora, se comprovado que o peemedebista mentiu para os colegas, ele poderá ter o mandato cassado.

Essa derrota significaria para Cunha perder o foro privilegiado — hoje, ele só pode ser julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Sem esse benefício, ele correria o risco de ser preso por ordem de qualquer juiz.

O Datafolha afirmou que procurou todos os deputados, mas que 37% deles não quiseram participar da pesquisa. As entrevistas foram feitas entre 19 e 28 de outubro.



Fonte: R7


Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Câmara aprova regime de urgência para projeto que cria o “imposto do congestionamento” Após denúncia de Rui Palmeira, Câmara de Maceió determina recadastramento de servidores Brasil repete sua segunda pior nota da série histórica em índice global de percepção da corrupção Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado