Defesa diz que assassino de empresária mantinha vida conjugal paralela

Publicado em 26/03/2026, às 08h20
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O desdobramento das investigações sobre a morte da empresária alagoana Flávia Barros, de 38 anos, ganhou novos capítulos nessa quarta-feira (25). O principal suspeito, o ex-diretor de presídio Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37, foi transferido para o presídio militar em Aracaju após receber alta hospitalar. A defesa dele apresentou novos elementos ao processo ao afirmar que o policial possui um vínculo matrimonial anterior ao relacionamento com a empresária, na tentativa de contextualizar a dinâmica pessoal dele no momento do crime.

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Em entrevista à TV Atalaia, afiliada da Record em Sergipe, a advogada do investigado, Priscila Mendes, confirmou que Tiago é casado e foi contratada pela esposa dele para atuar no caso. A defesa também manifestou oposição à celeridade da alta concedida ao policial, questionando as condições para a transferência ao presídio. Ele chegou ao local com a cabeça enfaixada e com passos lentos.

“Ele tem esposa. Ela está acompanhando a todo tempo todos os atos, inclusive esta banca foi admitida com anuência dela e dos irmãos”, contou em entrevista ao programa Cidade Alerta Sergipe

No entanto, ainda não está claro na investigação se Tiago escondia esse relacionamento de Flávia ou se ela tinha conhecimento do casamento dele. Segundo amigas da vítima, Tiago e Flávia já se conheciam desde novembro do ano passado, mas o namoro só foi formalizado no dia 15 de março, data do aniversário da empresária. 

No último sábado (21), os dois viajaram para a capital sergipana para assistir a um show do cantor Rey Vaqueiro. Durante a viagem, ele a matou a tiros e depois tentou cometer suicídio em um quarto de hotel. 

Defesa critica alta 

A decisão da alta hospitalar foi criticada pela defesa de Tiago, que alegou incompatibilidade com o quadro de saúde informado pela equipe médica.

“Nós [a defesa] fomos pegas também de surpresa com essa decisão de alta hospitalar. [...] O residente que estava junto ao médico que fez a cirurgia dele informou que a situação dele era de gravidade e, em que pese que ele estava evoluindo, ainda não tinha previsão de alta, e que tinha sido realizada uma tomografia, e ele teria que tomar medicações venosas. Se tratando de projétil de arma de fogo, a possibilidade de risco hospitalar era grande, então não havia possibilidade [de alta].”

Ainda segundo a advogada Priscila Mendes, há um relatório médico que mostra a condição de saúde de Tiago e que ele está com sequelas auditivas. “Ele está com uma lesão que trouxe a diminuição na sua audição do lado direito, tendo em vista que o projétil o atingiu na parte frontal. 

O caso

A empresária e estudante de direito, Flávia Barros, de 38 anos, foi morta a tiros em um hotel na orla de Atalaia, em Aracaju. O principal suspeito foi o diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, que, segundo a Polícia Civil, cometeu o crime no local onde o casal estava hospedado. A arma de fogo foi apreendida.

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