Defesa de PMs atropelados em Arapiraca pede prisão preventiva de empresário

Publicado em 06/02/2024, às 15h27
Foto: Reprodução -

Theo Chaves

A defesa de Cibely Barboza Soares e do marido dela, o também policial militar Gheymison do Nascimento Porto, protocolou na Justiça, nesta terça-feira (6), um pedido para converter a prisão domiciliar do empresário Edson Lopes da Rocha em prisão preventiva. Edson Lopes é acusado de atropelar e matar Cibely Barbosa enquanto ela praticava ciclismo na Al-220, em Arapiraca, em outubro de 2023. Gheymison, que também praticava ciclismo na via, teve ferimentos e foi socorrido. Ele chegou a ficar internando em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas ganhou alta médica dias após o atropelamento. 

LEIA TAMBÉM

No pedido protocolado na Justiça, o advogados dos PMs [assistente de acusação] alega que Édson Lopes não estaria mais em situação de extrema debilidade e que ele ainda está descumprindo as medidas cautelares para se deslocar até um unidade hospitalar — local onde a mãe do empresário suspostamente estaria internada.

Ainda segundo o pedido, a defesa de Edson Lopes não apresentou laudo médico ou documentos que atestem o eventual estado de saúde crítico da mãe do empresário. 

"Essa flexibilização retirou por completa a natureza de ser da prisão domiciliar. Tanto é verdade que o réu o réu descumpriu a medida imposta por este juízo e deslocou-se a um hospital a fim de visitar sua genitora que estava enferma, nos exatos termos petição e anexo juntada pela própria defesa. Quanto ao pleito da possibilidade de visitar a mãe, verifica-se que não fora juntado laudo médico ou documentos que de fato atestem o eventual estado de saúde supostamente crítico. Consta apenas a informação da idade (80 anos de idade) e uma foto, mas não fora juntado aos autos outros elementos de prova que esclareçam a situação de enfermidade", é citado na petição. 

Na petição (veja abaixo), a defesa dos policiais também pede o histórico completo do monitoramento eletrônico do empresário e que ele seja submetido a um nova perícia médica, para declarar o real estado de saúde dele

Policiais e profissionais do Samu são intimados a depor - Militares do 3° Batalhão da Polícia Militar de Alagoas e profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-AL) foram intimados pela Justiça de Alagoas, na última segunda-feira (29), a depor no processo que investiga a morte da policial militar Cibely Barboza Soares. 

A determinação de intimar novas testemunhas do caso foi proferida pelo juíz Alberto de Almeida, da 5 ª Vara de Arapiraca, no último dia 31. Na decisão, o magistrado cita que os policiais militares, que estiveram na ocorrência do atropelamento, devem prestar depoimento após pedido feito pelo assistente de acusação [advogado das vítimas]. 

Já o pedido para que os profissionais do Samu-AL prestem depoimento foi feito pela defesa do empresário. Os advogados estariam tentando corroborar a tese de que não houve omissão de socorro às vítimas.

responsável pelo atendimento de emergência aos policiais atropelados e se foi utilizado pela corporação uma ou mais viaturas durante a ocorrência.

A previsão é de que as testemunhas prestem depoimento no dia 02 de abril, quando deve acontecer uma nova audiência de instrução do caso. Além dos policiais e dos profissionais do Samu-AL, testemunhas de defesa de Edson Lopes da Rocha também devem ser ouvidas.

O caso - Cibelly Barboza e o marido Gheymison do Nascimento, ambos policiais militares, faziam ciclismo no dia 14 de outubro do ano passado, quando foram atropelados por uma caminhonete preta em um trecho da rodovia AL-220, em Arapiraca. A mulher chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no mesmo dia. Já Gheymison do Nascimento foi socorrido e recebeu alta dias após o atropelamento.

O motorista da caminhonete foi identificado como Edson Lopes, um empresário da cidade de Arapiraca. Na presença de um advogado, o empresário prestou depoimento e negou o uso de bebidas alcoólicas. Ele ainda disse que não tinha visto ciclistas no acostamento da AL-220. 

Edson Lopes virou réu pela morte de Cibelly Barboza e aguarda o julgamento em prisão domiciliar. 

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Integrantes de organizada do CSA proibidos de frequentar jogos: veja ficha criminal Tribunal italiano encerra audiência sobre extradição de Zambelli TJ de Alagoas alerta população sobre golpe do precatório STJ determina afastamento de ministro Marco Buzzi após acusação de importunação sexual