TNH1 com TV Pajuçara
Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, 4, o delegado Antônio Carlos Lessa, da Polícia Civil, informou que os primeiros levantamentos periciais e os relatos de testemunhas indicam possível falha humana no grave acidente de ônibus que matou 16 pessoas e deixou outras 20 feridas em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas.
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Segundo detalhes divulgados pelo delegado, não havia sinal de frenagem do coletivo no trecho da rodovia AL-220 conhecido como "curva da morte". Veja a resposta de Lessa ao ser questionado sobre uma possível falha humana:
"Possivelmente, porque pessoas que vinham no ônibus de trás relataram que ele (motorista) não fez a curva, ele simplesmente, no momento da curva, passou em direção à ribanceira. Ou estava dando sono nele, cansaço ou mal súbito. Inicialmente, a causa do acidente é humana por parte do motorista. Segundo levantamentos iniciais, o ônibus, apesar de estar irregular, clandestino, estava em condições de uso".
O motorista em questão sobreviveu, mas encontra-se internado em estado grave. A polícia aguarda a recuperação dele para tomar o depoimento e confirmar o que de fato ocorreu.
"A Polícia Civil aguarda o laudo pericial que foi feito no local do acidente. Foi constatado inicialmente que não houve frenagem deste ônibus. Na curva, ele passou direto sem fazer a curva, perdendo o controle e indo em direção à ribanceira, causando o acidente. Estamos aguardando esse laudo pericial para que possamos concluir a causa desse acidente, o que foi que aconteceu que motivou o motorista perder o controle do veículo; ou se vinha cansado; ou se foi negligência dele. Estamos no aguardo dessa perícia e dos depoimentos das testemunhas".
Lessa afirmou que 10 ônibus faziam parte do comboio que transportava romeiros no retorno de Juazeiro do Norte, no Ceará, para Coité do Nóia, no interior alagoano.
"Os donos da empresa do ônibus serão intimados, onde o proprietário será convocado. Já se está constatado que essa empresa não tem autorização para realizar esse transporte, está irregular, mas foi contratada. Vamos apurar quem contratou esses ônibus para responsabilizar as pessoas que deram causa a esse acidente".
O delegado disse ainda que vai investigar como aconteceu a contratação dos transportes por parte do poder público.
"(A Prefeitura será ouvida?) Sim, todos serão ouvidos. Tanto o responsável pela contratação desses ônibus por parte da Prefeitura, como o proprietário dos ônibus. Todos serão ouvidos. Inicialmente, o que nós temos é que o motorista perdeu o controle nessa curva da morte, conhecida na região de Tapera, onde vários acidentes ocorreram naquela região", resumiu.
O Governo de Alagoas, através do Instituto Médico Legal (IML), identificou e divulgou os nomes das 16 vítimas no acidente que aconteceu no Povoado Caboclo, em São José da Tapera.
Entre os óbitos estão sete mulheres adultas, cinco homens adultos, um adolescente e três crianças. Confira os nomes das vítimas:
Em razão da tragédia, o governador Paulo Dantas decretou luto oficial de três dias no estado.
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