Delegado detalha prisão de casal suspeito de torturar criança na Paraíba

Publicado em 18/07/2019, às 15h30
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Paraíba Online

Foi presa na manhã desta quinta-feira (18) a mãe suspeita de torturar o próprio filho, de apenas sete anos, na cidade de Boqueirão. O atual esposo dela e padrasto da criança também foi preso preventivamente.

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O casal já havia sido preso, mas foi liberado por falta de provas. Os suspeitos estavam escondidos na casa de um parente na cidade.

Em entrevista, o delegado responsável pelo caso, Iasley Almeida, explicou como se deu a prisão dos acusados.

– Na manhã de hoje descobrimos o paradeiro do casal, que estava na casa de um tio. Fomos até lá e demos cumprimento ao mandado de prisão – afirmou.

Iasley contou também que eles negam os crimes, mas que a Polícia Civil tem provas e, inclusive, colheu o depoimento da criança, que detalhou os modos de tortura a que foi submetida.

– Durante os interrogatórios, tanto a mãe quanto o padrasto negam veementemente as agressões. Dizem que as lesões foram decorrentes de uma queda no quintal de casa, mas a Polícia, desde o início, está trabalhando para desvendar o crime. Tivemos acesso às declarações médicas tanto do Hospital de Boqueirão, quanto do Hospital de Trauma de Campina Grande, onde a criança recebeu atendimento. Ouvimos assistentes sociais da escola e ouvimos a criança, acompanhada de psicólogos. Ela, agora já mais segura, relatou o que vinha sofrendo. Violências através de golpes de fios que atingiam sua cabeça, tronco, até suas partes íntimas. A criança era amarrada com correntes no quarto para não sair e não se alimentar, condutas claras de tortura física e psicológica que a levou ao estado de desnutrição que quase provocou sua morte – detalhou.

Entenda o caso:

No último dia 10 um menino de sete anos foi encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande.

O garoto, natural de Boqueirão, no Cariri paraibano, chegou à unidade hospitalar com quadro grave de desnutrição e várias lesões resultantes de violências praticadas pela mãe e o padrasto.

Ele segue internado e sem previsão de alta, devido à gravidade das agressões sofridas.

Conforme o boletim médico, a vítima deverá passar por uma cirurgia de reconstrução do couro cabeludo, por conta de inúmeras queimaduras oriundas dos espancamentos e sessões de tortura praticados pelo casal.

Além disso, a criança ainda apresenta um quatro de desnutrição, anemia profunda, além lesões por todo o corpo.

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