Delta já é dominante na Europa e deve predominar no mundo, diz OMS

Publicado em 23/07/2021, às 11h55
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A variante delta, identificada primeiramente na Índia, se tornou dominante na Europa, anunciaram nesta sexta (23) a seção europeia da OMS (Organização Mundial da Saúde) e o ECDC (centro de controle de doenças europeu).

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O mutante, cuja capacidade de contágio é o dobro da do Sars-Cov-2, "está se espalhando rapidamente pelo continente e já chegou a todos os países", segundo as entidades.

De acordo com a vigilância sanitária em 19 países europeus com dados completos de sequenciamento genético, de 28 de junho a 11 de julho deste ano a variante delta correspondia a 68,3% das amostras (valor médio), o triplo da proporção da alfa (22,3%), anteriormente dominante.

Com base nas tendências atuais, a variante delta se tornará nos próximos meses "globalmente dominante e continuará a se espalhar, a menos que surja um novo vírus mais competitivo", afirmaram as entidades.

"Estamos longe do fim da pandemia. Milhões continuam não vacinados e correm o risco de acabar no hospital", disse o diretor regional da OMS, Hans Kluge, pedindo que sejam redobradas medidas de prevenção ao contágio e campanhas de imunização.

A preocupação das autoridades de saúde cresceu nas últimas semanas, por causa das férias de verão, que provocaram um forte aumento nas viagens nacionais e internacionais.

"Viajar e reunir-se em grupos aumentam o risco de contrair Covid-19 e transmiti-la", afirmaram OMS e ECDC.

Andrea Ammon, diretora do ECDC, afirmou que medidas básicas como distanciamento físico, lavar as mãos, evitar espaços lotados e usar máscara deveriam ser priorizadas, porque previnem a propagação da doença sem exigir confinamentos ou outras restrições.

O número de novos casos de Covid-19 sobe na Europa há várias semanas em todas as faixas etárias, segundo OMS e ECDC, mas "mais rapidamente entre as pessoas de 15 a 24 anos". Entre os mais jovens, as notificações quintuplicaram no último mês.

A variante delta provocou um repique de contaminação mesmo em países cuja vacinação completa já atinge a maioria da população, como o Reino Unido, onde cerca de 57% dos habitantes já tomaram todas as doses necessárias.

A OMS recomenda que os países aumentem o acesso a testes gratuitos, expandam o sequenciamento, incentivem a quarentena de contatos e o isolamento de casos confirmados, fortaleçam o rastreamento de contatos para quebrar as cadeias de transmissão e vacinem os mais vulneráveis.

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