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Depoimentos citam corante de bolo e não relatam espancamento de mãe acusada de tentar matar bebê

Publicado em 08/10/2026, às 14h02
Imagem de arquivo do Tribunal de Justiça - Caio Loureiro / TJAL

TNH1 com TV Pajuçara

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O Tribunal do Júri da mulher acusada de tentar matar o próprio filho, que tinha apenas 10 meses em agosto de 2022, começou na manhã desta quinta-feira, 8, no Fórum do Barro Duro, em Maceió. O juiz Geraldo Amorim é quem conduz o caso. Quatro importantes depoimentos foram prestados ao longo da manhã e trouxeram novos detalhes ao júri.

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As informações foram relatadas pela repórter Maria Maciel, da TV Pajuçara, que acompanha a sessão. Os quatro depoimentos foram:

Alguns fatos vieram à tona após o depoimento, um deles é o do servidor do juizado. Ele e o PM disseram que não presenciaram as agressões (chutes e tentativa de pisoteamento à criança, situações que pesam contra a mãe). Eles não viram.

No dia, esse servidor disse que achou que a criança tivesse lesões, marcas de sangue, mas na verdade viu-se que era o corante do bolo, que era de cor vermelha. A criança tinha isso na cabeça, ficou toda cheia de bolo, nas costas também. Na ocasião, era celebrado o mesversário do menino. 

Segundo os relatos, a população no local disse que a mãe tinha espancado o bebê e ele tinha essas lesões, mas ele (servidor) não chegou a presenciar essas agressões e não viu essas lesões na criança.

Segundo a tia do bebê (irmã da acusada), essas agressões não foram confirmadas, a criança foi levada ao Hospital Geral do Estado (HGE) e nada disso ficou confirmado.

A jornalista conversou com a tia, que disse que era a única pessoa que estava no local, no quarto, com a mãe do bebê e o bebê. Ela presenciou tudo. Afirmou que pegou o bebê quando a acusada empurrou a cabeça dele no bolo, que chamou a mãe (avó do bebê), gritou por ela, que estava na cozinha, e passou a discutir com a irmã (acusada). Essa é a cena descrita pela tia.

Nenhuma outra teria presenciado qualquer tipo de agressão. Pela gritaria, a população da vila tirou essa conclusão de que a acusada teria agredido, chutado ou mesmo tentado matar a criança, segundo o depoimento.

A tia e a avó do bebê disseram também que a acusada era uma boa mãe. O relato foi de que, na época, ela tinha 19 anos, era uma boa mãe, cuidava, nunca teve problemas com a avó ou a tia do bebê (mãe e irmã dela). Mas, pelo fato de usar drogas e medicamentos, em alguns momentos ficava bastante alterada e agressiva. Foi justamente essa agressividade que levou aos fatos naquele 22 de agosto de 2022.

A Promotoria de Justiça do Ministério Público informou ao Fique Alerta que prefere aguardar a conclusão dos depoimentos das testemunhas e da ré, que será ouvida por videoconferência, para decidir se a tipificação vai continuar como tentativa de homicídio ou mudar para lesão corporal.

A acusada mulher foi pronunciada como ré ao Tribunal do Júri em março de 2023.

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