Deputado pede suspensão do cachê de Johnny Hooker: "Não é tolerável"

Publicado em 02/08/2018, às 17h37

Redação

O deputado estadual e presidente estadual do PSC, André Ferreira, usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (1º), para anunciar que deu entrada no Ministério Público de Pernambuco em uma ação contra o Governo do Estado para que se suspenda o pagamento do cachê do artista Johnny Hooker. O parlamentar também solicitou da Fundarpe, além da suspensão do pagamento, “a cópia integral do processo administrativo de contratação do artista”.

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Durante a sua apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns, Hooker citou a polêmica envolvendo a peça O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, que foi retirada e depois reinserida na programação social do FIG. O documento apresentado pelo deputado argumenta que "o cantor agrediu as pessoas e grupos religiosos que se colocaram contra a encenação da peça, com palavras chulas e incitação ao ódio.

Durante o seu discurso, André condenou o fato de a Secretaria de Cultura ter tentado politizar o tema, ao desferir críticas ao prefeito de Garanhuns. “Fico muito triste quando um secretário tenta levar isso para o lado político.

Não é o lado político, senhor Marcelino Granja. O senhor tem que nos respeitar, nós que somos cristãos”, armou o parlamentar, acrescentando que se o governador não concorda como que foi apresentando no festival, ele “pecou por omissão”. Relembre o caso Entre as atrações contratadas para o FIG estava a peça teatral O Evangelho Jesus, a Rainha dos Céus, cujo personagem principal é um transexual.

Em meio a uma série de liminares ora proibindo, ora autorizando a encenação, o cantor aproveitou o show no palco principal do evento para atacar grupos religiosos, chegando a classicá-los de “fundamentalistas”. O cantor Johnny Hooker puxou o coro “Hiii, Hiii, Hiii, Jesus é travesti”, para em seguida, armar: “Eu estou aqui hoje para dizer que Jesus é travesti, sim! Jesus é transexual, sim! Jesus é bicha, SIM!”.

“A repercussão promovida pelo artista Johnny Hooker, com atos de protesto, custeados com recursos públicos, merecem repreensão, representação, como ainda medidas administrativas e judiciais, para preservar o erário público. Não é tolerável que o povo de Pernambuco pague para ser agredido!!!”, colocou André Ferreira, acrescentando que o artista deveria colocar as suas posições em modo privado, e não em um evento custeado com dinheiro público.

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