Descubra mudanças que o e-SIM promete na telefonia e na internet das coisas

Publicado em 26/11/2017, às 10h31

Redação

A maioria dos CDs, DVDs e revistas já está lá, abandonada na gaveta. A evolução da tecnologia e a digitalização dos conteúdos fez com que alguns suportes fossem praticamente esquecidos no tempo. Consumimos praticamente tudo de forma virtual, de música a informações. O próximo elemento que deve ocupar um espaço no esquecimento (pelo menos no formato como é hoje) é o SIM card - isso, o chip do seu celular. Pode separar um espaço para ele na gaveta. A novidade que está por vir - e inclusive já está sendo usada em alguns dispositivos - é o e-SIM ((lê-se “i”-SIM)), um chip eletrônico embarcado entre os componentes internos dos aparelhos, seja ele um smartphone ou qualquer outro que venha a ter conexão com a internet móvel.

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O e-SIM tem um terço do tamanho do menor SIM card usado atualmente, o nanoSIM. A tecnologia é praticamente idêntica, com funções iguais e inclusive mesmo nível de segurança.  Mas a miniaturização, por si só, já é uma vantagem, afinal, a troca vai liberar não só o espaço usado pelo chip atual, mas também o leitor e bandeja que o suportam. Pode parecer pouco, mas isso certamente significa um grande passo na busca por telefones cada vez mais finos. Mais do que isso, o e-SIM pode ser usado em dispositivos ainda menores que vão se conectar às redes móveis celulares, como os relógios inteligentes e outros vestíveis.

Para nós, usuários, a primeira grande diferença vai ser na maneira como interagimos com as operadoras. Com um dispositivo que tenha um SIM embarcado nativamente, ninguém vai precisar perder tempo indo a lojas. Tudo será feito através de simples chamadas ou aplicativos…

O chip virá “em branco”, ou seja, sem qualquer informação gravada. A ideia é que o próprio usuário possa baixar as credenciais da operadora. Mais interessante, é quer por ser regravável, você poderá mudar de provedor de serviço de forma muito mais rápida e simples - pelo menos é o que se espera; e isso, sem pensar em burocracia de contratos. Um mesmo e-SIM vai ser compatível com todas as operadoras e, outra vantagem, seria a possibilidade de ter mais de dois números em um mesmo aparelho - sem ter que ficar trocando de chip.

Se, por um lado, a troca de operadora deve ser fácil, nem tudo são vantagens. Se você é uma pessoa que costuma trocar de smartphone com muita frequência ou até tem diversos dispositivos em casa nos quais costuma usar o mesmo SIM card, o chip eletrônico deve dificultar um pouco a sua vida. Isso não vai ser mais possível; vai ser preciso ativar o e-SIM em cada aparelho.

Recentemente, Apple e Google apresentaram aparelhos que usam a tecnologia do SIM eletrônico. O micro chip já é usado nos smartphones Pixel 2 e Pixel 2 XL; e também no Apple Watch série 3. Agora, talvez até mais legal do que essa história nos smarphones é pensar na aplicação do e-SIM para Internet das Coisas. O chip pode vir embarcado em uma geladeira, em um carro…qualquer coisa. E isso não significa que você, usuário, terá que escolher uma operadora para cada objeto conectado. Pensando em novos modelos de negócio que devem surgir, a ideia é que a conectividade de certos aparelhos sejam oferecidas como uma prestação de serviço de diferentes segmentos.

No Brasil, a conversa ainda é muito incipiente. São apenas discussões sobre a novidade que só deve mesmo aparecer no início de 2019. Provavelmente, no início de 2018, na Mobile World Congress, a principal feira de mobilidade que acontece anualmente em Barcelona, na Espanha, a gente já deve ver bastante coisa envolvendo o e-SIM. Como sempre, você vai ficar sabendo de tudo em primeira mão por aqui…

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