Desemprego e contas no vermelho devem marcar reabertura do Comércio, diz Aliança Comercial

Publicado em 02/07/2020, às 16h42
Itawi Albuquerque/TNH1 -

Lelo Macena

Para a além da expectativa de abrir as portas, fechadas há mais de 90, a retomada econômica para empresários e comerciantes do Centro de Maceió, a partir desta sexta-feira, dia 3, não será imediata e vai estar marcada por desemprego, além do fechamento de várias lojas. Após decreto do governo do estado, cerca de 450 lojas, somadas as que já vinham funcionando no sistema pegue e leve e as que ganharam autorização de funcionamento, estarão de portas abertas pare receber o público, tudo dentro do protocolo de medidas sanitárias que deve ser seguido pelos estabelecimentos.

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“A gente sabe que, mesmo com a retomada, não vai haver aquela correria de clientes para comprar. Tem muita gente com problema financeiro. Paralelo a isso, nós temos uma demissão em torno de duas mil  pessoas. Entre as lojas do shopping e do Centro, cerca de 300 lojas não devem voltar na funcionar. Quer dizer, um prejuízo muito grande tanto para o trabalhador, quanto para o próprio governo, que vai ter quebra na arrecadação e não terá circulação de dinheiro”, diz Guido Santos, presidente da Aliança Comercial de Maceió.

Expectativa por ajuda da União

Segundo ele, caso o Governo Federal não renove as medidas para ajuda as empresas, os prejuízos poderão ser ainda maiores. “Infelizmente as empresas não estão aguentando. O governo federal ficou de publicar um novo decreto para ajuda às empresas, mas até agora não foi feito. A partir do dia primeiro de agosto, as lojas estarão bancando o salário dos trabalhadores que não podem trabalhar. Aí a quebradeira vai ser maior ainda. A gente espera que o governo veja essa questão e análise para que não haja prejuízo financeiro maior, além do prejuízo de perda de emprego por parte dos trabalhadores”, disse Guido.

Segundo ele, comerciantes e empresários do setor questionam a determinação de fechamento das lojas do comércio como medida de combate à proliferação do coronavírus. 

“Uma questão que a gente sempre tá comentando é: por que só as lojas do comércio não podem funcionar? Quando na verdade você tem aí o Mercado da Produção, você tem as próprias lotéricas, banco, tudo entupido de gente. Quer dizer, é um negócio meio contraditório, e a gente do comércio que tá pagando o pato por causa da expansão da pandemia”, lamenta.

Sobre a expectativa do fluxo de clientes nesta sexta-feira, o presidente da Aliança Comercial disse que não há uma estimativa. “Não temos como prever. Já havia um fluxo grande no Centro em função das lotéricas e dos bancos, além das lojas que já tinham autorização para funcionar. Vamos aguardar”.
 

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