Redação EdiCase
O mês de fevereiro chega ao fim com um personagem bastante comum neste período pós-folia: a ressaca — que, inclusive, é celebrada no dia 28 de fevereiro. Dor de cabeça, náusea, cansaço extremo, boca seca e sensibilidade à luz são sintomas comuns após dias e noites de consumo excessivo de álcool — especialmente quando calor, pouca hidratação e alimentação irregular costumam agravar o quadro.
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Segundo o médico Dr. Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e em Metabolômica pela Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa, a ressaca é uma resposta inflamatória e metabólica do organismo. “O álcool é tratado pelo corpo como uma toxina. Quando consumido em excesso, ele sobrecarrega o fígado, desidrata o organismo e interfere no equilíbrio de eletrólitos, glicose e neurotransmissores”, explica.
Embora, na maioria dos casos, a ressaca seja autolimitada, o médico alerta que nem todo mal-estar pós-bebida deve ser normalizado. Em algumas situações, o quadro pode indicar intoxicação alcoólica e exigir acompanhamento mais sério. A seguir, veja como aliviar os sintomas, quais alimentos ajudam na recuperação, o que fazer antes de beber e quando é hora de procurar ajuda médica.
A prevenção começa antes do primeiro gole. De acordo com o Dr. Danilo Almeida, beber de estômago vazio aumenta a absorção do álcool e intensifica os efeitos no dia seguinte. “Fazer uma refeição equilibrada, com proteínas, fibras e um pouco de gordura boa, ajuda a desacelerar a entrada do álcool na corrente sanguínea”, orienta.
A hidratação prévia também é essencial. “Quem já começa a beber desidratado tende a ter sintomas mais intensos de ressaca. Água antes e durante o consumo faz diferença”, afirma.
A desidratação é um dos principais fatores da ressaca. O álcool tem efeito diurético, fazendo com que o corpo perca mais líquidos e eletrólitos. Por isso, a primeira medida após uma noite de bebida deve ser repor água.
O Dr. Danilo Almeida recomenda fracionar a ingestão ao longo do dia e, se possível, incluir líquidos que ajudem a repor minerais, como isotônicos e água de coco. “A hidratação melhora a dor de cabeça, reduz o cansaço e ajuda o fígado a metabolizar os resíduos do álcool”, explica.
A alimentação tem papel importante na recuperação pós-álcool. O médico alerta que não é dia de jejum ou de exageros e que o corpo precisa de nutrientes para se recuperar.
“Por mais que a ressaca possa ter um efeito de cansaço no corpo, também é importante evitar comidas rápidas que sejam pouco nutritivas, como macarrão instantâneo. Há diversas opções que exigem pouco ou nenhum esforço de preparo, mas que têm maior valor nutritivo”, reforça o Dr. Danilo Almeida.
Alguns alimentos ajudam o organismo a se reequilibrar:
Algumas escolhas podem piorar a ressaca. O Dr. Danilo Almeida orienta evitar bebidas alcoólicas “para rebater a ressaca”, alimentos muito gordurosos, ultraprocessados e o excesso de café. “Esses itens podem irritar ainda mais o estômago, aumentar a inflamação e prolongar os sintomas”, afirma.
O uso indiscriminado de analgésicos também merece atenção. “Misturar certos medicamentos com resíduos de álcool no organismo pode sobrecarregar o fígado”, alerta.
Na maioria dos casos, a ressaca melhora em até 24 horas. No entanto, alguns sinais indicam que o quadro pode ser mais grave. Segundo o Dr. Danilo Almeida, é importante buscar avaliação médica se houver:
“Esses sintomas podem indicar intoxicação alcoólica ou complicações metabólicas que não devem ser tratadas apenas em casa. Diante de algum desses quadros, é necessário buscar ajuda médica”, finaliza.
Por Paula de Paula
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