Dia dos Pais deve movimentar R$ 36,2 milhões em Maceió

Publicado em 03/08/2020, às 16h45
Itawi Albuquerque/TNH1 -

Assessoria Fecomércio

Com a retomada gradual das atividades econômicas e a proximidade do Dia dos Pais, que será celebrado no próximo domingo (09), o Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (Instituto Fecomércio AL) realizou uma pesquisa sobre a intenção de compras para a data. De acordo com o levantamento, 49,8% dos consumidores de Maceió afirmaram que irão presentear a figura paterna.

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Apesar de ser um fato positivo para um período de economia incerta, o desempenho reflete uma queda de 8,1 pontos percentuais (p.p.), pois em 2019 a intenção de compras era de 57,9%. “Espera-se que, entre consumo de presentes no Comércio e a aquisição de Serviços para o Dia dos Pais, ocorra uma movimentação em torno de R$ 36,2 milhões; valor significativo que deve ser aproveitado pelos empresários do setor”, avalia Felippe Rocha, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL).

O volume projetado reflete uma queda de 11% em relação ao faturamento médio do ano passado (R$ 40,7 milhões). Mesmo assim, vai movimentar R$ 16,06 milhões na aquisição de produtos, com valor médio de R$ 166,50; e R$ 20,21 milhões em comemorações, ficando o valor médio em torno de R$ 157,58.

Este é o primeiro levantamento para datas comemorativas em período de pandemia, já que no Dia das Mães e no Dia de Namorados a maior parte do comércio estava sem funcionar. Para o presidente da Fecomércio, Gilton Lima, a data é bem aguardada pelo setor e pode sinalizar uma oportunidade para girar mercadorias estocadas e melhorar o faturamento das empresas. “Mas é preciso lembrar que ainda estamos em meio à pandemia e as regras de isolamento social nas lojas devem ser observadas, tanto pelas empresas, quanto pelos consumidores. É importante que cada um faça sua parte para que o protocolo de retomada continue a avançar”, reforça.

Dados

Em relação ao percentual de 50,2% dos entrevistados que não pretendem presentear, 40,24% afirmaram não ter a quem presentear; 20,33% estão mais cautelosos; 13,01% não costumam dar presentes no dia; 9,76% estão endividados; 8,94% comemoram de forma diferente; e 4,07% não comprarão porque estão desempregados.

Dentre os que pretendem consumir no período, 81,20% irão adquirir um presente, 16% comprarão dois e 2,80% gastarão com três. A maior parte dos consumidores (41,20%) irá desembolsar entre R$ 51 e R$ 100. Outras faixas de valores são: até R$ 50 para 12,40%; entre R$ 101 a R$ 150 para 9,60%; de R$ 151 a R$ 200 para 13,20%; entre R$ 201 a R$ 250 para 9,60%; e, para 8,40%, o custo será superior a R$ 400.

Assim como nos anos anteriores, os itens de vestuário serão os mais procurados (42,80%), ficando os calçados em segundo lugar na preferência (15,20%). Outras opções serão perfumes (11,60%), óculos e relógios (9.60%), eletro/eletrônicos (5,60%), material esportivo (3,20%), livros (3,20%), entre outros. O pagamento à vista em dinheiro deverá ser a opção para 36% dos consumidores, enquanto 42% pagarão parcelado via cartão de crédito, 14,80% à vista via cartão de débito e 6,40% no cartão de crédito na modalidade rotativo. O carnê e o crediário serão a escolha para 0,80%.

Os shoppings estão entre os locais mais citados para as compras (73,60%), seguidos pelo Centro (16,80%), lojas de bairro e galerias (4,40%) e internet (2,80%). Em relação aos motivos que levam o consumidor a escolher o local da compra, os entrevistados apontaram os preços (28%), praticidade (16%), conforto (12,40%), qualidade dos produtos (8,40%), promoções (7,20%) e a recepção dos vendedores (3,20%).

Ainda de acordo com o levantamento do Instituto Fecomércio, 66,2% dos entrevistados pretendem comemorar a data. Deste universo, 51,52% irão promover um almoço ou jantar em casa; 32,12% celebrarão em restaurantes; 6,97% viajarão; 6,97% irão a hotel; 3,33% irão a casa de amigos. Os custos das comemorações devem ficar entre R$ 51 e R$ 100 para 41,30%; R$ 101 a R$ 150 para 25,78%; e R$ 301 a R$ 400 para 5,59%, dentre outros.  

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