☰
✕

Dia Mundial da Osteoporose: 7 cuidados para proteger os ossos antes da primeira fratura

Publicado em 20/10/2026, às 12h00
- Hábitos saudáveis ajudam a reduzir o risco de fraturas no envelhecimento (Imagem: pics five | Shutterstock)

Redação EdiCase

A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução da densidade e da qualidade dos ossos, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas, mesmo diante de pequenos impactos ou quedas. A condição ocorre quando a perda de massa óssea supera a capacidade de renovação do tecido, comprometendo sua resistência.

LEIA TAMBÉM

A condição tem uma característica traiçoeira: pode avançar durante anos sem provocar sintomas. Muitas pessoas só descobrem que os ossos perderam resistência depois de uma queda aparentemente banal, uma fratura no punho ou até uma alteração silenciosa na coluna.

No Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, o alerta vai além da densitometria. Saúde hormonal, força muscular, alimentação, atividade física e prevenção de quedas fazem parte de uma estratégia que deve começar antes da primeira fratura. Confira!

1. Não espere sentir dor para pensar nos ossos

A ausência de sintomas pode criar uma falsa sensação de segurança. “O osso parece uma estrutura estática, mas é um tecido metabolicamente ativo, que passa continuamente por processos de formação e reabsorção. Hormônios, alimentação, atividade física, idade e algumas doenças interferem nesse equilíbrio. Por isso, cuidar do osso não deveria começar apenas depois que uma densitometria apresenta alteração ou, pior, depois de uma fratura”, explica o endocrinologista Dr. Renato Reis.

2. Uma queda simples seguida de fratura merece investigação

Quebrar o punho depois de cair da própria altura pode parecer apenas um acidente doméstico, mas, por vezes, pode revelar algo mais sério. “Não basta tratar somente a consequência. Dependendo do perfil do paciente, uma fratura no punho após uma queda simples deve levantar a possibilidade de fragilidade óssea. Investigar nesse momento pode permitir identificar a osteoporose antes que aconteça uma fratura potencialmente mais grave”, alerta o ortopedista Dr. Maurício Raffaelli.

3. Menopausa é hora de prestar mais atenção à saúde óssea

Os hormônios também conversam com os ossos. Entre as mulheres, a redução do estrogênio associada à menopausa torna essa fase especialmente importante para reavaliar fatores de risco e discutir com o médico quando é necessário investigar a saúde óssea.

“A menopausa é uma fase muito importante para reavaliarmos risco ósseo, mas seria um erro imaginar que osteoporose é uma preocupação exclusivamente feminina. Homens também perdem massa óssea com o envelhecimento e podem apresentar fatores hormonais ou clínicos que aumentam esse risco”, alerta o Dr. Renato Reis.

Acompanhar a altura ao longo dos anos ajuda a identificar sinais de fragilidade óssea (Imagem: antoniodiaz | Shutterstock)

4. Perder altura com os anos não deve ser automaticamente normalizado

Nem toda fratura acontece depois de um tombo. As vértebras fragilizadas podem sofrer fraturas por compressão e algumas passam despercebidas. Perda de altura, mudanças progressivas na postura ou uma dor nas costas sem explicação clara merecem atenção, principalmente em pessoas com fatores de risco.

“Existe uma ideia de que toda fratura precisa acontecer depois de uma queda forte ou de um acidente. Na osteoporose, isso não é verdade. Uma vértebra fragilizada pode sofrer uma fratura por compressão com traumas mínimos e, em alguns casos, o paciente nem consegue identificar exatamente quando aconteceu”, explica o Dr. Maurício Raffaelli.

5. Músculos fortes também ajudam a proteger os ossos

Pensar em prevenção significa olhar além da densidade óssea. Preservar força, equilíbrio e mobilidade pode contribuir para reduzir quedas e manter independência ao longo do envelhecimento. A chegada da primavera pode ser um estímulo para retomar o movimento, sempre respeitando as condições individuais.

“Osso e músculo precisam ser pensados juntos. Ter força e equilíbrio também ajuda a reduzir o risco de quedas, que é justamente um dos grandes perigos para quem apresenta fragilidade óssea. Queremos preservar mobilidade, independência e capacidade funcional ao longo do envelhecimento”, destaca o Dr. Renato Reis.

6. Depois da primeira fratura, prevenir a próxima vira prioridade

Uma fratura por fragilidade não deveria terminar no momento em que o osso consolida. O episódio pode indicar maior vulnerabilidade para novas fraturas, inclusive as de quadril, que podem comprometer mobilidade e autonomia, especialmente entre pessoas idosas.

“Uma fratura por fragilidade precisa ser encarada como um sinal clínico importante. O objetivo não é apenas fazer aquele osso cicatrizar, mas avaliar o risco de novas fraturas. É justamente aí que a prevenção secundária ganha importância”, explica o Dr. Maurício Raffaelli.

7. Prevenção não começa aos 70 anos

A osteoporose costuma ser associada ao envelhecimento, mas a saúde óssea é construída ao longo da vida. “A osteoporose pode evoluir silenciosamente. A pessoa se sente bem e acredita que está tudo certo até acontecer uma fratura. Identificar fatores de risco, avaliar a necessidade de investigação e cuidar de alimentação, atividade física e condições hormonais permite trabalhar com prevenção, e não apenas com as consequências”, finaliza o Dr. Renato Reis.

Por Sarah Carvalho

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Outubro é mês de reflexão: tarot pode ajudar a repensar decisões nos últimos meses do ano 7 fundamentos científicos que explicam uma boa liderança Do frango à berinjela: 5 receitas à parmegiana fáceis e saudáveis para o almoço Além da utopia e do apocalipse: especialista defende o senso crítico diante da inteligência artificial