Dia Nacional da Matemática: 8 dicas para se destacar em olimpíadas acadêmicas

Publicado em 06/05/2026, às 13h00
- Olimpíadas de matemática despertam o interesse dos jovens que buscam ir além do conteúdo tradicional e ingressar em universidades públicas de alto prestígio (Imagem: metamorworks | Shutterstock)

Redação EdiCase

Nos últimos anos, a matemática deixou de ser vista apenas como uma disciplina escolar obrigatória para assumir um papel mais desafiador e inspirador na vida de muitos estudantes. As olimpíadas acadêmicas têm sido protagonistas nesse movimento, despertando o interesse de jovens que buscam ir além do conteúdo tradicional. Esse cenário ganha ainda mais força no Dia Nacional da Matemática, celebrado no Brasil em 6 de maio, e reforça a relevância da área tanto na formação educacional quanto no cotidiano.

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Para se ter uma ideia, em 2025, a Olimpíada Brasileira de Matemática para Escolas Públicas e Privadas (OBMEP) registrou recorde de inscritos, revelando não apenas uma tendência, mas uma mudança de mentalidade: estudar matemática passou a ser também uma oportunidade de abrir portas. Premiações, reconhecimento e até o acesso a universidades públicas de alto prestígio fazem parte desse universo, tornando as olimpíadas cada vez mais atrativas e, consequentemente, concorridas.

Nesse contexto, Roberval Laes Alves, professor de Física e Matemática do Colégio Espírito Santo, compartilha dicas de como estudar matemática para as olimpíadas acadêmicas, destacando a importância de compreender o perfil das provas, que priorizam raciocínio lógico, criatividade e interpretação, muito mais do que cálculos mecânicos ou memorização de fórmulas. Confira:

1. Entenda o estilo das provas

As avaliações são elaboradas por instituições reconhecidas como o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), sendo que as questões buscam exigir dos estudantes muito menos cálculos matemáticos sem contextualização e muito mais raciocínio lógico aplicado em uma situação concreta. Geralmente, nas provas da primeira e segunda fase da OBMEP os pré-requisitos são conceitos básicos de Aritmética, Combinatória, Geometria, Álgebra e muita criatividade.

2. Abandone a “decoreba” e pense diferente

Ao contrário de provas escolares ou vestibulares, não é necessário memorizar fórmulas ou focar em manipulações algébricas complexas. O segredo está em mergulhar no problema e buscar soluções fora do padrão. Cada questão deve ser encarada como um desafio único, que pede uma nova forma de pensar.

3. Use o concreto a seu favor

Sempre que possível, transforme o problema em algo visual ou palpável. Em questões de geometria, desenhe, recorte ou monte figuras. Já em problemas de combinatória, simule situações com objetos do dia a dia. Esse tipo de abordagem facilita a compreensão e abre caminhos para soluções mais intuitivas.

4. Treine com provas anteriores

A prática é indispensável. Resolver provas de edições passadas ajuda a entender o estilo das questões e a desenvolver agilidade no raciocínio. Comece pelas questões mais simples e avance gradualmente para níveis mais complexos, consolidando o aprendizado ao longo do tempo.

Revisar questões antigas estimula novas conexões mentais e amplia o entendimento sobre o conteúdo (Imagem: PeopleImages.com – Yuri A | Shutterstock)

5. Revisite problemas já resolvidos

Uma estratégia eficiente é voltar a questões antigas após alguns dias e tentar resolvê-las de uma maneira diferente. Esse exercício estimula novas conexões mentais e amplia o entendimento sobre o conteúdo, além de fortalecer a flexibilidade no raciocínio.

6. Explique suas soluções para outras pessoas

Compartilhar o raciocínio com colegas ou professores é uma etapa importante do aprendizado. Ao explicar, você organiza melhor suas ideias e desenvolve clareza na comunicação, habilidade fundamental, especialmente na segunda fase das olimpíadas, onde a elegância da resolução é valorizada.

7. Aprenda de forma colaborativa

Estudar em grupo ou participar de clubes de matemática pode fazer grande diferença. O contato com diferentes formas de resolver um mesmo problema enriquece o aprendizado e mostra que existem múltiplos caminhos possíveis, alguns, inclusive, mais simples e elegantes do que o esperado.

8. Crie o hábito com simulados

Realizar simulados frequentes com questões olímpicas ajuda a tornar esse tipo de prova algo mais familiar. Com o tempo, o estudante passa a encarar os desafios com mais naturalidade e confiança, aumentando suas chances de um bom desempenho.

Por Adriana Fernandes

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