Redação EdiCase
O diabetes mellitus é uma das doenças mais comuns na rotina endocrinológica da medicina veterinária felina. Com o aumento da expectativa de vida dos animais de companhia, especialmente dos gatos, a incidência da doença tem crescido nos últimos anos.
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Trata-se de uma condição crônica em que o organismo não consegue produzir ou utilizar insulina adequadamente, resultando no acúmulo de glicose no sangue. Além da idade avançada, fatores como obesidade, sedentarismo e castração em machos estão entre os que mais aumentam o risco de um gato desenvolver a doença.
Reconheça os “4 Ps” do diabetes felino:
Ao notar qualquer combinação desses fatores, o passo seguinte é procurar um médico-veterinário. O diagnóstico é confirmado por exames de sangue e de urina, que avaliam os níveis de glicose e, em alguns casos, a frutosamina, marcador que reflete a média glicêmica do animal nas semanas anteriores e ajuda a diferenciar o diabetes de um estresse pontual, comum em gatos durante a consulta.
Além da insulina sob supervisão profissional, a alimentação desempenha papel central no controle da doença. Gatos são carnívoros estritos — seu organismo metaboliza melhor proteínas e gorduras do que carboidratos, o que torna a composição da dieta um fator determinante no controle da glicemia.
“Uma dieta com baixa quantidade de carboidratos e inclusão de fibras adequadas reduz os picos de glicose, diminuindo o estresse no pâncreas”, explica Flávio Lopes, médico-veterinário especialista em nutrição e gerente de relacionamento científico da PremieRpet.
“Quando a nutrição adequada é associada precocemente ao tratamento, é possível não apenas controlar os sinais clínicos, mas também proporcionar, em alguns casos, a remissão do diabetes, permitindo que o animal mantenha níveis glicêmicos normais sem depender continuamente de insulina”, complementa o especialista.
Segundo Flávio Lopes, acompanhamentos clínicos realizados pela PremieRpet com gatos diabéticos que passaram a seguir esse tipo de alimentação mostram resultados consistentes: o controle dos principais sintomas costuma aparecer já nas primeiras semanas de tratamento, e parte considerável dos animais consegue reduzir a dose diária de insulina necessária. Em alguns casos, de acordo com o médico-veterinário, os animais podem até deixar de depender da aplicação, sempre sob orientação e acompanhamento veterinário.
A eficiência da dieta foi validada por estudos de eficácia clínica apresentados no maior congresso mundial de nutrição pet, realizado pela European Society of Veterinary and Comparative Nutrition (ESVCN) durante o mês de setembro, na Itália, e corroboram a importância da dieta no manejo da doença.
Hoje já existem no mercado dietas terapêuticas desenvolvidas especificamente para gatos diabéticos, com baixa quantidade de carboidratos, alta concentração proteica e outras características necessárias ao tratamento da doença, como é o caso do PremieR Nutrição Clínica Diabetes Gatos. Esse tipo de dieta costuma ser segura também para os demais gatos saudáveis da casa, o que evita o estresse de uma separação na hora da alimentação.
O diabetes felino tem alto potencial de controle — e, em alguns casos, de remissão — quando tratado precocemente. Ao notar os “4 Ps”, procure um médico-veterinário e, se indicado, adote a terapia nutricional adequada. A rapidez no diagnóstico faz toda a diferença para o bem-estar e a longevidade do seu gato.
Por Jéssica Santos
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