Dieta popular no Brasil é eleita como pior opção por fazer engordar depois

Publicado em 25/11/2019, às 11h04
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Anualmente, o veículo norte-americano “U.S. News & World Report” elege as melhores dietas dos últimos tempos em um ranking, e, pelo terceiro ano seguido, uma técnica muito adotada entre famosos e bastante popular no Brasil ficou no fim da lista, sendo considerada a pior opção para quem quer emagrecer.

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De acordo com um levantamento do Google, a dieta Dukan foi a segunda mais buscada por brasileiros no site durante o último semestre de 2018, mas, conforme mostra a avaliação internacional, ela não é nem tão eficiente nem tão saudável quanto as pessoas costumam imaginar.

Dieta Dukan: como funciona?

De acordo com a nutricionista Thayana Albuquerque, essa dieta é dividida em algumas fases. Na primeira, são excluídos totalmente doces e carboidratos (até mesmo frutas, legumes e saladas), construindo uma alimentação baseada apenas em alimentos que são fonte de proteína para perder bastante peso já nas primeiras semanas.

Na segunda, alguns legumes e verduras começam a aparecer no cardápio, ainda com restrição de carboidratos. Na terceira etapa da dieta, é a vez das frutas serem inseridas no plano alimentar, enquanto a quarta prevê a retomada de uma alimentação balanceada com um dia da semana focado apenas em proteínas.

O processo, porém, não acaba aí: além de manter a quarta etapa da dieta para o resto da vida, é necessário aliá-la a 20 minutos diários de atividades físicas.

Por que ela foi eleita a pior?

Tanto o ranking quanto a nutricionista afirmam que a dieta Dukan realmente é capaz de fazer com que se elimine bastante peso, mas esse resultado tem grandes chances de não durar e isso acontece graças à dificuldade em seguir esse programa alimentar.

Nesta categoria, a Dukan recebeu a nota 1.4 (com o máximo sendo 5), e, segundo o veículo, a baixa avaliação se deve ao fato de que as restrições alimentares propostas durante quase todas as fases da dieta são algo que requer disciplina extrema – e que pode até ter um efeito rebote a longo prazo.

Conforme explica Thayana, restringir muito a alimentação é um prato cheio para o desenvolvimento de distúrbios alimentares e, além disso, conforme a pessoa passa a “se permitir” novamente na quarta etapa do processo, é bem possível que ela recupere todo ou até mais peso, justamente por ter passado tanto tempo em privação.

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