Dirigente búlgaro pede demissão após racismo em jogo com Inglaterra

Publicado em 15/10/2019, às 14h04
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Folhapress

O presidente da federação búlgara da futebol, Borislav Mihaylov, pediu demissão de seu cargo após Boiko Borissov, primeiro-ministro do país, vir a público requisitar a saída imediata do dirigente, motivado pelos atos de racismo durante o jogo entre Bulgária e Inglaterra, na segunda-feira (15).

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O presidente não cita sequer genericamente algum tipo de preconceito em seu comunicado oficial, mas diz que a decisão é uma "consequência de tensões recentes", o que criou "um ambiente prejudicial ao futebol búlgaro".

"É inadmissível que a Bulgária, um dos países mais tolerantes, seja associado ao racismo e à xenofobia, quando pessoas de etnias e religiões diferentes vivem aqui em paz", escreveu em sua página no Facebook o chefe do governo búlgaro, horas depois da seleção de seu país ser goleada pela Inglaterra (6-0) nas eliminatórias para a Eurocopa-2020.

Borissov ordenou o fim de qualquer vínculo, inclusive econômico, com a federação búlgara de futebol após uma "vergonhosa derrota" até que a demissão de Mihaylov seja concretizada. Desde que o atual presidente da federação assumiu o cargo, em 2005, a Bulgária não conseguiu se classificar para nenhum dos principais torneios internacionais.

Na segunda-feira, Mihaylov não quis comentar a derrota nem os gritos racistas e saudações nazistas por parte do público búlgaro no estádio. O mandatário deixou o estádio antes da final da partida.

Parte do público presente no estádio Vasil-Levski, em Sófia, proferiu insultos racistas contra três jogadores negros da Inglaterra, Tyrone Mings, Marcus Rashford e Raheem Sterling.

O estádio Vasil-Levski já foi punido no passado com o fechamento parcial da arquibancada devido a insultos racistas da torcida em junho, durante uma partida contra Kosovo.

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