Disputa pelo Senado em Alagoas está virando "guerra de foice"

Publicado em 25/02/2026, às 08h00

Flávio Gomes de Barros

Enquanto apenas dois nomes despontam como pré-candidatos ao governo de Alagoas este ano - o senador e ministro Renan Filho (MDB) e o prefeito João Henrique Caldas (PL) - a disputa pelas duas vagas ao Senado vai se ampliando.

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É o que se deduz com a confirmação, ontem, do nome do ex-deputado estadual Davi Davino Filho (Republicanos) como pré-candidato a senador.

Até então estavam lançados os nomes do já senador Renan Calheiros (MDB), que parte para tentar sua quinta reeleição consecutiva, dos deputados federais Arthur Lira (PP) e Alfredo Gaspar (União Brasil) e do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT).

Aparentemente, quem perde com isso é Renan Calheiros, pois o MDB que preside em Alagoas desde 1985 não elege um prefeito em Maceió, maior colégio eleitoral, e passa a ter como concorrentes personagens com tradição de boas votações na Capital.

São eles: Ronaldo Lessa (que inclusive foi vereador, prefeito e vice-prefeito), Davi Davino (em 2022 teve mais votos para senador em Maceió do que o eleito Renan Filho), Alfredo Gaspar (o mais votado para a Câmara em 2022) e Arthur Lira (ex-vereador de Maceió).

Ou seja, em tese todos esses ampliam ainda mais a dificuldade de Renan Calheiros, a quem resta o trunfo de o MDB ter 80 filiados denre os 102 prefeitos alagoanos.

Mais uma vez, Renan vai ter de buscar no interior os votos para compensar a diferença para superar seus oponentes na Capital.

Pelo jeito teremos uma autêntica "guerra de foice" para a definição dos dois senadores a serem eleitos este ano em Alagoas.

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