Dividir para somar – essa é a operação política da oposição na disputa pela Prefeitura de Maceió

Publicado em 19/07/2023, às 10h23 - Atualizado às 12h48

Redação

Ganha corpo junto ao grupo de oposição ao prefeito João Henrique Caldas (PL) a ideia de serem lançados vários nomes na disputa de 2024 em Maceió, para encarar a sua reeleição.

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Nesse vale tudo contra o favoritismo de JHC, o plano é apresentar pelo menos três candidatos, incluído aí o MDB e partidos “satélites” do Palácio República dos Palmares, e, apurados os votos, o que obtivesse a primeira colocação teria o apoio das demais legendas para um eventual segundo turno contra o atual prefeito.

Isso é perfeitamente possível, mas a viabilidade depende de JHC, hoje favoritíssimo à reeleição, ter uma queda bastante significativa nas intenções de voto, ao ponto de permitir um segundo turno.

Há outros fatores a considerar:

– nenhum dos pré-candidatos à prefeitura de Maceió com aval do Palácio conseguiu empolgar;

– não é comum o candidato mais votado no primeiro turno ser derrotado na segunda etapa da votação;

– o último candidato eleito a prefeito de Maceió com apoio da família Calheiros (leia-se, senador Renan pai) foi Djalma Falcão, no longínquo ano de 1985.

Na política, dividir para somar não parece uma operação matemática fácil.

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