Documentos fiscais apontam crescimento de 30% da economia de Alagoas em dezembro

Publicado em 14/01/2022, às 15h45
Itawi Albuquerque / TNH1 -

Ascom Sefaz

A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) divulgou, nesta sexta-feira (14), o novo boletim econômico do estado. Os números constataram que as atividades econômicas de atacado, varejo e indústria obtiveram um crescimento nominal, em conjunto, de 30% no mês de dezembro de 2021, comparando com o mesmo mês no ano anterior.

LEIA TAMBÉM

A Sefaz analisou os documentos fiscais eletrônicos emitidos neste período, avaliando os efeitos das medidas de regulação das atividades econômicas durante a pandemia na economia do estado e como esta vem se comportando diante deste cenário. O crescimento ocorreu de forma diferente entre as três atividades econômicas.

Bares e Restaurantes - A atividade econômica de bares e restaurantes está enquadrada em prestação de serviços, porém, devido ao fato desta ter sido afetada diretamente pelos decretos estaduais que restringiram as atividades econômicas, faz-se necessária uma análise desta atividade de forma específica. Fazendo uma análise comparativa de 2021 com o exercício do ano anterior, verifica-se um crescimento médio nominal nesta atividade de 81%.

Atacado - O setor atacadista teve aumento de 13% no seu total, com ênfase de atacadistas em geral (33%), combustíveis (23%), material de construção (20%), alimentos (5%) e mercadorias em geral (16%). Esses segmentos representaram 82% dos valores totais emitidos.

Varejo - O Varejo apresentou crescimento de 12% no seu total, tendo destaque nos valores mais significativos de emissões o comércio de cosméticos (60%), combustíveis (27%), supermercados (25%), alimentos (22%), medicamentos (19%) e comércio de veículos (12%), que representam 57% do total de emissões do período.

Algumas atividades tiveram um crescimento representativo como frigoríficos e peixarias (89%), produtos químicos (18%), calçados (19%), dentre outros. Apesar das variações expressivas, estas atividades somadas representam apenas 4% do total de emissões do período.

As atividades econômicas que apresentaram resultados negativos foram os varejistas de tecidos (-35%), bebidas (-24%), material de construção (-20%) varejista de móveis (-17%), eletrodomésticos (-15%), hipermercados (-10%) e lojas de departamentos (-3%), que representam 23% do total de emissões do período.

Indústria - O segmento industrial teve crescimento de 66% no total, tendo se destacado positivamente entre os valores mais significativos a extração mineral (2603%), fabricação de cloro e álcalis (476%), fabricação de petróleo e gás (256%), resinas (70%), produtos químicos (34%) e fabricação de açúcar (32%), representando um total de 66% dos valores de emissões no período. As atividades que tiveram resultados negativos foram fabricação de fumo (-34%), moagem de alimentos (-13%) e material de construção (-3%), representando 4% do total de emissões no período.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Por que os custos da morte também devem entrar na conta do mês Cesta básica ficou mais cara em apenas duas capitais; Maceió é uma delas Isenção da “taxa das blusinhas” em compras até US$ 50 é sancionada Novas regras da CNH geram economia de R$ 9,6 bilhões a motoristas em oito meses, diz governo