Doença pulmonar causada pelo cigarro pode levar à morte

Publicado em 29/10/2018, às 19h46
Cigarro | Pixabay -

Record TV

O hábito de fumar, todo mundo sabe, causa inúmeros problemas à saúde. A fumaça no pulmão é capaz de provocar uma doença que pode levar à morte. Ela tem um nome pouco conhecido, mas sintomas muito familiares. A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) tem início com sintomas como pigarro e chiado no peito. É agravada quando começa a trazer falta de ar. Acomete idosos, mas já pode mostrar seus sintomas a partir dos 40 anos, segundo Frederico Fernandes, coordenador da Comissão Científica de DPOC da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia). "A doença se apresenta como a bronquite crônica e enfisema. Ocorre dano aos brônquios, tornando-os inflamados, estreitos e cheios de secreção. Pode se apresentar como cansaço ou dificuldade para realizar as atividades do dia a dia", diz.

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O pneumologista Flávio Ferlin Arbex, pesquisador da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirma que a DPOC é uma doença que pode deixar de apresentar sintomas por muito tempo, mas é progressiva e o paciente perde a função pulmonar. "O pulmão começa no nariz. A poluição pode contribuir para agravar os sintomas. Pacientes precisam evitar ambientes poluídos, fogões à lenha e, principalmente, o tabagismo." Remédios podem ajudar a retardar a doença, mas o principal tratamento é "parar de fumar, parar de fumar e parar de fumar", reforça. "É uma doença perigosa e que pode levar à morte." Fernandes alerta que, conforme a doença progride, especialmente se continua exposto ao cigarro, o pulmão perde a capacidade de oxigenar o sangue adequadamente. "Todos os fumantes com mais de 40 anos e com sintomas respiratórios como falta de ar ou tosse, devem fazer [exame] espirometria."

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Asma deve ter um controle constante

Ao contrário da DPOC, a asma, também uma doença pulmonar, tem causas genéticas e, normalmente, atinge mais as crianças e os adolescentes. "Idosos também podem ter, mas é mais comum se manifestar em idades mais iniciais", afirma o pneumologista Flávio Ferlin Arbex. "É preciso controlar a doença usando aquelas bombinhas com medicação inalatória. É uma doença que não tem cura." (TC)

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