Dois homens são absolvidos em caso de padeiro espancado até a morte

Publicado em 06/11/2024, às 07h20
Familiares de Valmir estiveram presentes durante o julgamento - Reprodução/TV Pajuçara

João Arthur Sampaio

Os réus Leandro Marques da Silva e Anderson Santos Nascimento foram absolvidos pelo júri popular, nesta terça-feira (5), no caso da morte do padeiro Valmir Herculano da Silva, de 37 anos, que foi espancado até a morte depois de ser confundido com um ladrão. O julgamento foi conduzido pelo magistrado José Ivan Melo dos Santos, substituto da 8ª Vara Criminal da Capital.

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O Ministério Público recorreu da decisão dos jurados. O caso ocorreu em agosto de 2022. O suposto crime do qual a vítima foi acusada, o roubo de um celular, nunca foi provado. Os outros presos acusados de envolvimento no espancamento de Valmir ainda devem ser julgados, em uma data a ser definida pelo Poder Judiciário.

À TV Pajuçara, o advogado de Anderson confirmou que ele participou da ação, mas que os golpes que ele deu na vítima não foram suficientes para causar um traumatismo cranioencefálico, que foi definido como a causa da morte. O acusado foi flagrado por câmeras de segurança dando chutes e socos no padeiro. Já a defesa de Leandro alegou que ele não aparece nas imagens e que não teria participado do crime. 

O caso - No dia 21 de agosto de 2022, Valmir Herculano estava indo trabalhar de manhã, quando algumas pessoas gritaram que ele teria roubado o celular de uma mulher. No entanto, não existem provas de que ele teria cometido este suposto assalto. Valmir foi espancado até a morte por quatro homens. 

Toda situação foi flagrada por imagens do circuito de segurança. Ele foi atacado com golpes de pau, pedra e de uma pá. A certidão de óbito acusou traumatismo cranioencefálico, causado por instrumento contundente.

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