Dupla é condenada a 40 anos de prisão por morte de homem após confusão em bar

Publicado em 11/02/2025, às 13h05
Resultado do júri foi divulgado pelo Ministério Público do Estado - Divulgação / MP-AL

Ascom MP-AL

Em júri popular realizado nessa segunda-feira, 10, Bruno Moisés Vicente dos Santos e Fábio Felipe Vasconcelos de Oliveira foram condenados pelo assassinato de Paulo Henrique Petine dos Santos, ocorrido em 24 de outubro de 2021. A pena da dupla totalizou mais de 40 anos de prisão a serem cumpridos, inicialmente, em regime fechado. A acusação foi de responsabilidade da promotora de Justiça Adilza Freitas.

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O conselho de sentença aceitou as qualificadoras e ambos foram condenados pelo crime cometido por motivo fútil e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Bruno Moisés Vicente dos Santos, conhecido como “Bruno Negão”, autor dos disparos, foi sentenciado com pena definitiva de 18 anos e nove meses de reclusão, enquanto Fábio Felipe Vasconcelos de Oliveira , responsável pelo apoio e cobertura à ação criminosa, teve a sua contabilizada em 21 vinte e um anos, 10 meses e 15 dias de reclusão.

Acusados e vítima estavam em uma festa, no Bar do Deraldo, no bairro de Jacarecica, quando foi iniciada uma discussão entre Bruno Moisés e um amigo da vítima. Paulo Henrique tentou acabar a briga, tendo o assassino pedido para que se afastasse porque o alvo seria o seu amigo. Tempo depois, Paulo Henrique e os amigos decidiram ir embora. No percurso, Paulo parou seu carro perto do veículo de outro amigo, quando Bruno Moisés e uma turma apareceram já lhes desferindo golpes.

No entanto, Paulo Henrique conseguiu se livrar. Porém, conforme consta nos autos, a intenção de Bruno Negão era mesmo a de matar Paulo Henrique mesmo não sendo ele o que teria, inicialmente, se envolvido na discussão, mas o que tentara apartar os dois envolvidos na confusão.

"A vítima, após as agressões físicas sofridas, foi levada por outro amigo, no entanto, foi surpreendida a tiros por Bruno que, em conluio com Felipe e outro comparsa já falecido, o seguiu de carro e aguardou o momento em que Paulo Henrique parou no bar para executá-lo", diz o texto do MP-AL.

"Além da frieza e do motivo fútil, a vítima foi assassinada no dia do aniversário da filha, à época completando oito anos, e que sofre desde então consequências psicológicas, perguntando sempre pelo pai, e amedrontada sem conseguir ficar sozinha", complementa a publicação do órgão.

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